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Taquicardia

01 Out Taquicardia

Definição


A taquicardia é uma frequência cardíaca mais rápida do que normal. Um coração adulto saudável bate, normalmente, entre 60 a 100 vezes por minuto, quando a pessoa está em repouso. Se a pessoa tiver taquicardia (ta-qui-car-DÍ-a), a frequência cardíaca nas câmaras superiores ou nas câmaras inferiores do coração, ou em ambas, aumenta de forma significativa.

A frequência cardíaca é controlada por impulsos eléctricos enviados através dos tecidos do coração. A taquicardia ocorre quando uma anomalia no coração produz impulsos eléctricos acelerados.

Nalguns casos, as taquicardias podem não apresentar quaisquer sintomas ou complicações. No entanto, as taquicardias podem prejudicar bastante a função normal do coração, aumentar o risco de acidente vascular cerebral ou provocar uma paragem cardíaca súbita ou até mesmo a morte.

Os tratamentos podem ajudar a controlar o batimento cardíaco acelerado ou controlar as doenças que contribuem para a taquicardia.


Sintomas

Quando a frequência cardíaca é muito acelerada, o coração pode não conseguir bombear eficazmente o sangue para o resto do corpo, privando os órgãos e os tecidos de oxigénio. Isto pode provocar os seguintes sintomas:

  • Tonturas;
  • Falta de ar;
  • Vertigens;
  • Pulsação acelerada;
  • Palpitações cardíacas — batimento cardíaco acelerado, desconfortável ou irregular ou uma sensação de «pancada» no peito;
  • Dor no peito;
  • Desmaio (síncope);

Algumas pessoas com taquicardia não têm qualquer sintoma e a condição médica só é descoberta durante um exame físico ou com um exame de monitorização cardíaca chamado electrocardiograma.

Quando é que deve consultar um médico
Existem inúmeras condições que podem provocar uma frequência cardíaca acelerada e provocar os sintomas de taquicardia. É importante obter um diagnóstico imediato e preciso, e receber tratamento adequado. Consulte o seu médico se você ou o seu filho apresentar quaisquer sintomas de taquicardia.

Se desmaiar, tiver dificuldades em respirar ou sentir dores no peito que perduram mais do que alguns minutos, obtenha assistência médica de emergência ou ligue para o 112 ou para o número de emergência local. Dirija-se a um serviço de urgências se sentir algum destes sintomas.



Causas


A taquicardia é provocada por algo que perturbe os impulsos eléctricos normais que controlam o ritmo a que o coração bombeia o sangue. Muitas coisas podem provocar ou contribuir para que ocorram problemas com o sistema eléctrico do coração. Estes factores podem ser:

  • Lesões nos tecidos do coração devido a doença cardíaca;
  • Circuitos eléctricos anormais no coração presentes desde o nascimento (congénito);
  • Doença ou anomalia congénita do coração;
  • Pressão arterial elevada;
  • Fumar;
  • Febre;
  • Beber muito álcool;
  • Beber demasiadas bebidas com cafeína;
  • Efeito secundário de alguns medicamentos;
  • Abuso de drogas, como a cocaína;
  • Desequilíbrio de electrólitos, substâncias de origem mineral necessárias para a condução dos impulsos eléctricos;
  • Tiróide hiperactiva (hipertiroidismo).

Nalguns casos, a causa exacta da taquicardia não pode ser determinada.

Circuitos eléctricos do coração

O coração é constituído por quatro câmaras — duas câmaras superiores (aurículas) e duas câmaras inferiores (ventrículos). O ritmo cardíaco é controlado, normalmente, por um pacemaker natural — o nó sinusal — localizado na aurícula direita. O nó sinusal produz impulsos eléctricos que normalmente iniciam cada um dos batimentos cardíacos.

A partir do nó sinusal, os impulsos eléctricos viajam através das aurículas, fazendo com que os músculos atriais contraiam e bombeiem sangue para os ventrículos. Os impulsos eléctricos irão, então, chegar a um conjunto de células chamado de nó atrioventricular (nó AV) — normalmente este é o único circuito por onde os impulsos eléctricos podem circular desde a aurícula até aos ventrículos.

O nó AV abranda o impulso eléctrico antes de o enviar para os ventrículos. Este ligeiro abrandamento permite que os ventrículos se enchem de sangue. Quando os impulsos eléctricos atingem os músculos dos ventrículos, estes contraem-se, provocando o bombeamento de sangue, quer para os pulmões quer para o resto do corpo.

Tipos de taquicardias

A taquicardia ocorre quando existe algum problema com os impulsos eléctricos, o que faz com que aja um batimento cardíaco mais acelerado do que o normal. Os tipos mais comuns de taquicardia são:

  • A fibrilhação atrial é um ritmo cardíaco acelerado provocado por impulsos eléctricos caóticos nas aurículas. Estes sinais resultam em contracções das aurículas rápidas, descoordenadas e fracas. Os impulsos eléctricos caóticos atingem o nó AV, originando, normalmente, um ritmo acelerado e irregular dos ventrículos. A fibrilhação atrial pode ser temporária, mas, nalguns casos, não irá deixar de acontecer, a menos que seja feito tratamento.

A maioria das pessoas com fibrilhação atrial tem algumas anomalias estruturais no coração relacionadas com condições médicas, como a doença cardíaca ou a pressão arterial elevada. Outros factores que podem contribuir para a fibrilhação atrial são a disfunção das válvulas cardíacas, o hipertiroidismo ou o uso abusivo de álcool.

  • O flutter atrial é uma frequência muito acelerada, mas regular das aurículas, provocada por circuitos irregulares dentro das aurículas. A frequência cardíaca acelerada tem como consequência uma contracção fraca das aurículas. Os impulsos acelerados que entram no nó AV provocam uma frequência ventricular acelerada e, por vezes, irregular. Os episódios do flutter atrial podem melhorar sem necessidade de tratamento médico ou podem persistir se o flutter atrial não for tratado.

As pessoas que sofrem de flutter atrial têm, normalmente, fibrilhação atrial noutras alturas.

  • As taquicardias supraventriculares (TSV), que têm origem acima dos ventrículos, são provocadas por um circuito anómalo no coração, normalmente presente desde o nascimento, que cria uma espiral de impulsos sobrepostos.

Numa forma de TVS, uma anomalia no nó AV pode «separar» um impulso eléctrico em dois, enviando um impulso para os ventrículos e o outro de volta para a aurícula. Outra anomalia comum é a presença de um circuito eléctrico adicional que sai das aurículas para os ventrículos, mas que não passa no nó AV. Isto pode fazer com que aja um impulso a descer num circuito e a subir noutro circuito. A síndrome de Wolff-Parkinson-White é um distúrbio caracterizado pela existência de um circuito eléctrico adicional.

  • A taquicardia ventricular é um ritmo acelerado que se produz devido a impulsos eléctricos irregulares nos ventrículos. O batimento acelerado não permite que os ventrículos se encham de sangue e se contraiam eficazmente de forma a conseguir bombear sangue suficiente para o corpo. A taquicardia ventricular é muitas vezes uma emergência médica que coloca em perigo a vida.
  • A fibrilhação ventricular ocorre quando impulsos eléctricos acelerados e caóticos fazem com que os ventrículos estremeçam inutilmente, em vez de bombearem o sangue necessário para o corpo. Este problema grave pode ser fatal se o coração não recuperar um ritmo normal em poucos minutos.

A maioria das pessoas que sofre de fibrilhação ventricular tem uma doença cardíaca subjacente ou sofreu um trauma grave, como, por exemplo, ser atingido por um raio.


Diagnóstico


O seu médico pode fazer o diagnóstico de uma taquicardia específica com base nas respostas que dá às perguntas acerca dos sintomas que apresenta, através de um exame físico e fazendo exames cardíacos. Os exames mais comuns são:

Electrocardiograma (ECG)

O electrocardiograma — também conhecido como ECG — é a principal ferramenta para o diagnóstico da taquicardia. O ECG utiliza pequenos sensores (eléctrodos) colocados no peito e nos braços para gravar os impulsos eléctricos que viajam através do coração. O médico pode procurar padrões entre estes impulsos de forma a determinar que tipo de taquicardia é que tem e como é que irregularidades no coração podem estar a contribuir para um ritmo cardíaco acelerado.

O seu médico também poderá solicitar a utilização de dispositivos portáteis de ECG em casa para obter mais informações acerca do seu ritmo cardíaco. Estes dispositivos podem ser:

  • Monitor Holter. Este dispositivo portátil de ECG é transportado no bolso ou utilizado num cinto ou numa faixa no ombro. O dispositivo regista a actividade do coração por um período de 24 horas, o que dará o seu médico uma visão prolongada do ritmo do coração ao longo de todo o dia. O seu médico irá, provavelmente, pedir que mantenha um diário durante as 24 horas em que utilizar o monitor Holter. Deverá descrever quaisquer sintomas que sinta e registar a hora em que estes ocorrem.
  • Gravador de eventos cardíacos. Este dispositivo portátil de ECG destina-se a monitorizar a actividade cardíaca durante algumas semanas ou durante alguns meses. A pessoa activa o dispositivo apenas quando sente sintomas de uma frequência cardíaca acelerada. Quando sente sintomas, terá que apertar um botão e será registada uma linha de ECG dos minutos anteriores ao evento e de alguns minutos após o evento. Isso permite que o médico possa determinar o ritmo cardíaco no momento em que ocorrem os sintomas.

Estudo electrofisiológico

O médico pode recomendar um estudo electrofisiológico para confirmar o diagnóstico ou para identificar a localização dos problemas no circuito do coração. Durante este estudo, são enfiados tubos finos e flexíveis (cateteres) com eléctrodos nas pontas ao longo dos vasos sanguíneos em direcção a vários pontos do coração. Assim que forem colocados, os eléctrodos podem mapear precisamente a propagação dos impulsos eléctricos durante cada batimento cardíaco e identificar irregularidades nos circuitos.

Teste de inclinação ortostática

Este teste ajuda o médico a perceber melhor como é que a taquicardia contribui para os episódios de desmaio. Sob monitorização rigorosa, a pessoa irá tomar medicação que irá provocar um episódio de taquicardia. A pessoa será deitada numa mesa especial, e, de seguida, a mesa será inclinada, ficando numa posição que simula que a pessoa está em pé. O médico observa como é que o coração e o sistema nervoso respondem a essas mudanças de posição.

Exames complementares

O cardiologista poderá solicitar exames complementares para diagnosticar alguma doença subjacente que esteja a contribuir para a taquicardia e para avaliar a condição do coração.


Tratamento


Os objectivos do tratamento das taquicardias são o desacelerar do ritmo cardíaco quando este fica acelerado, prevenir futuros episódios de taquicardia e minimizar complicações.

 

Parar um ritmo cardíaco acelerado

Um batimento cardíaco acelerado pode ser corrigido por si só e você poderá conseguir diminuir o seu ritmo cardíaco através de movimentos físicos simples. Contudo, pode precisar de medicação ou de outro tratamento médico para abrandar o seu ritmo cardíaco. As formas de desacelerar o ritmo cardíaco podem ser:

  • Manobras vagais. O seu médico pode pedir-lhe para executar uma acção, conhecida como manobra vagal, durante um episódio em que tenha um batimento cardíaco acelerado. As manobras vagais afectam o nervo vago, o qual ajuda a regular o batimento cardíaco. As manobras incluem tossir, enrolar o tronco para baixo, como se estivesse a ter um movimento/espasmo intestinal, e colocar um saco de gelo no rosto.
  • Medicação. Se as manobras vagais não pararem o batimento cardíaco acelerado, pode precisar de uma injecção de um medicamento anti-arrítmico para restabelecer o ritmo cardíaco normal. A injecção deste medicamento é administrada no hospital. O seu médico também pode prescrever uma versão em comprimido de um medicamento anti-arrítmico, como, por exemplo, a flecainida (Apocard) ou o propafenona (Rytmonorm). Estes comprimidos devem ser tomados quando tiver um episódio em que tenha um batimento cardíaco acelerado e em que não consiga abrandá-lo com as manobras vagais.
  • Cardioversão (desfibrilhação). Neste procedimento, é dado um choque eléctrico ao coração através de pás ou pensos colocados no peito. O corrente afecta os impulsos eléctricos do coração e restabelece o ritmo cardíaco normal. É normalmente utilizada quando é necessária assistência médica de emergência ou quando as manobras e os medicamentos não são eficazes.

 

Prevenir episódios em que ocorra uma frequência cardíaca acelerada

Com os tratamentos indicados abaixo, poderá conseguir evitar ou controlar os episódios de taquicardia.

  • Ablação por cateter. Este procedimento é utilizado maioritariamente quando um circuito eléctrico adicional é responsável pelo aumento da frequência cardíaca. Neste procedimento, os cateteres são introduzidos através dos vasos sanguíneos no seu coração. Os eléctrodos nas pontas do cateter podem utilizar calor, frio extremo ou energia de radiofrequência para danificar (fazer a ablação) o circuito eléctrico adicional e impedir o envio de impulsos eléctricos para este circuito. Este procedimento é muito eficaz, especialmente na taquicardia supraventricular. A ablação por cateter também pode ser utilizada para tratar a fibrilhação atrial e o flutter atrial.
  • Medicamentos. Os medicamentos anti-arrítmicos podem impedir a aceleração da frequência cardíaca, quando tomados regularmente. Outros medicamentos que podem ser prescritos — quer como uma alternativa de tratamento quer em combinação com a medicação anti-arrítmica — são os bloqueadores dos canais de cálcio, tais como o diltiazem (Cardizem*) e o verapamil (Calan*) ou os beta-bloqueadores, tais como o metoprolol (Lopressor, Toprol*) e o esmolol (Brevibloc).
  • Pacemaker. Um pacemaker é um pequeno dispositivo que é introduzido cirurgicamente sob a pele. Quando o dispositivo detecta um batimento cardíaco anormal, emite um impulso eléctrico que ajuda o coração a retomar o seu ritmo regular.
  • Cardioversor-desfibrilhador implantável. Se a pessoa estiver em risco de ter um episódio de taquicardia que possa representar risco de vida para a pessoa com taquicardia, o médico pode recomendar um cardioversor-desfibrilhador implantável (CDI). O dispositivo, tem o tamanho de um telemóvel e é cirurgicamente implantado no peito. O cardioversor-desfibrilhador implantável CDI monitoriza continuamente o batimento cardíaco, quando detecta um aumento na frequência cardíaca produz choques eléctricos calibrados com exactidão para restabelecer o ritmo cardíaco normal.
  • Cirurgia. Pode ser necessário realizar uma cirurgia de coração aberto nalguns casos de taquicardia, de forma a destruir um circuito eléctrico adicional. Noutro tipo de cirurgia, o chamado procedimento do labirinto, o cirurgião faz pequenas incisões no tecido cardíaco para criar um padrão de labirinto ou de tecido de cicatrização. Como o tecido de cicatrização não conduz electricidade, isso interfere com os impulsos eléctricos extraviados que provocam alguns tipos de taquicardia. A cirurgia é normalmente utilizada apenas quando as outras opções de tratamento não funcionam ou quando a cirurgia é necessária para tratar outra doença cardíaca.

 

Prevenção de coágulos sanguíneos

Algumas pessoas com taquicardias correm um maior risco de desenvolver coágulos sanguíneos, os quais podem provocar derrames ou ataque cardíaco. O seu médico pode prescrever um medicamento para diluir o sangue de forma a ajudar a reduzir o risco de formação de coágulos, como, por exemplo, a dabigatrana (Pradaxa) e a varfarina (Coumadin).

Tratar uma doença subjacente

Se existir outra condição médica que esteja a contribuir para a taquicardia — por exemplo, algum tipo de doença cardíaca ou hipertiroidismo — o tratamento do problema subjacente pode evitar ou minimizar os episódios de taquicardia.



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