Unidades

Casa de Saúde de Santa Filomena

 Coimbra

 +351 239 851 650

Laboratório D. Diniz

 Coimbra

 +351 239 835 936

Centro de Diagnóstico e Tratamento Integrado

 Coimbra

  +351 239 701 627

Diaton

 Coimbra

 +351 239 851 650

Clínica Radiológica Peito Cruz

 Coimbra

 +351 239 828 626

Centro de Radiologia da Figueira da Foz

 Figueira da Foz

 +351 233 422 593

Imalis

 Leiria

 +351 244 831 921

Centro Hospitalar de S. Francisco

 Leiria

 +351 244 819 300

Clínica da Lousã

 Lousã

 +351 239 073 910/1

Imagran

 Marinha Grande

 +351 244 569 084

Nefrovales

 São Martinho

 +351 239 813 318

Ouvido de nadador

02 Out Ouvido de nadador

Definição


O ouvido de nadador é uma infecção do canal auditivo externo, que vai do tímpano para a parte exterior da cabeça. É frequentemente provocado pela água que fica no ouvido depois de nadar, criando um ambiente húmido que propicia o crescimento bacteriano.

Colocar os dedos, cotonetes ou outros objectos nos ouvidos também pode levar ao aparecimento do ouvido do nadador devido ao facto de tais acções danificarem a camada fina de pele que reveste o canal auditivo.

O ouvido de nadador é também conhecido como otite externa aguda ou otite externa. A causa mais comum desta infecção são bactérias que invadem a pele dentro do canal auditivo. O ouvido de nadador é normalmente tratado com sucesso com a utilização de gotas para os ouvidos. O tratamento imediato da infecção pode ajudar a prevenir complicações e infecções de maior gravidade.


Sintomas

Os sintomas do ouvido de nadador são geralmente leves no início, mas podem piorar se a infecção não for tratada ou se esta se alastrar. Frequentemente, os médicos classificam o ouvido de nadador de acordo com os estados de progressão, leve, moderado e avançado.

Indícios e sintomas leves

  • Comichão no canal auditivo;
  • Leve vermelhidão dentro do ouvido;
  • Leve desconforto que piora quando se puxa a orelha (pavilhão auricular ou aurícula) ou quando se empurra a «saliência» (trago) na parte frontal do ouvido;
  • Pequena secreção de líquido claro e inodoro.

Progressão moderada

  • Comichão mais intensa;
  • Dor crescente;
  • Maior área com vermelhidão no ouvido;
  • Excessiva secreção de líquido;
  • Libertação de pus;
  • Sensação de preenchimento total do ouvido e obstrução parcial do canal auditivo devido ao inchaço, ao líquido e aos detritos;
  • Diminuição da audição ou audição abafada.

Progressão avançada

  • Dor intensa que pode irradiar para o rosto, pescoço ou parte lateral da cabeça;
  • Bloqueio total do canal auditivo;
  • Vermelhidão ou inchaço do ouvido externo;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos do pescoço;
  • Febre.

Quando é que deve consultar um médico
Contacte o seu médico se tem qualquer tipo de indícios ou sintomas do ouvido de nadador, mesmo se estes forem leves.

Chame imediatamente o seu médico ou dirija-se às urgências se sentir uma dor intensa no ouvido ou se tiver febre.



Causas


O ouvido de nadador é uma infecção normalmente provocada por bactérias que usualmente se encontram na água e no solo. As infecções provocadas por um fungo ou por um vírus são menos comuns.

Defesas naturais do ouvido
Os canais auditivos externos têm defesas naturais que os ajudam a manterem-se limpos e a evitar as infecções. As funcionalidades de protecção são:

  • Glândulas que segregam uma substância cerosa (cerume). Estas secreções formam uma fina película repelente da água na pele da parte interior do ouvido. O cerume também é ligeiramente ácido, o que contribui ainda mais para que não ocorra o crescimento de bactérias. Além disso, o cerume aglomera a sujidade, as células mortas de pele e outros detritos e ajuda a mover estas partículas para fora do ouvido. A aglomeração de cera que resulta disto é a cera que encontramos normalmente na abertura do canal auditivo.
  • Declive descendente do canal auditivo. O canal auditivo desce ligeiramente do ouvido médio para o ouvido externo, ajudando a escoar a água.

Como é que a infecção ocorre

Se tem ouvido de nadador, isto significa que as suas defesas naturais foram vencidas. As condições que podem enfraquecer as defesas do ouvido e promover o crescimento de bactérias são:

  • Excesso de humidade no ouvido. A transpiração excessiva, um ambiente húmido por períodos longos ou a água que fica no ouvido após ter nadado podem criar um ambiente favorável para as bactérias.
  • Arranhões ou escoriações no canal auditivo. Limpar o ouvido com um cotonete ou gancho do cabelo, arranhar a parte interior do ouvido com um dedo e usar auscultadores ou aparelhos auditivos pode provocar pequenas fendas na pele, as quais permitem que as bactérias cresçam.
  • Reacções de sensibilidade. Os produtos para o cabelo ou as jóias podem provocar alergias e problemas de pele que promovem a infecção.

Diagnóstico


Os médicos geralmente conseguem diagnosticar o ouvido de nadador durante uma consulta médica normal. Se a sua infecção está num estado avançado ou perdura, pode ser necessário fazer uma avaliação mais aprofundada.

Exames iniciais

Provavelmente, o seu médico irá conseguir diagnosticar o ouvido de nadador com base nos sintomas que indica, através das respostas que dá às perguntas que ele lhe faz e com um exame médico efectuado numa consulta regular. É provável que não seja preciso fazer nenhum exame laboratorial na sua primeira consulta. A avaliação inicial do médico irá incluir:

  • Exame do canal auditivo com um instrumento iluminado (otoscópio). O canal auditivo pode estar vermelho, inchado e escamoso. Podem estar presentes no interior do canal auditivo, pedaços de pele e outros detritos.
  • A visualização do tímpano (membrana timpânica) para ter a certeza que este não está rasgado ou danificado. Se a visualização do tímpano estiver bloqueada, o médico irá proceder à limpeza do canal auditivo com um pequeno dispositivo de sucção ou com um instrumento com uma pequena volta ou colher no final (cureta de ouvido).

Exames complementares

Dependendo da avaliação inicial, da gravidade dos sintomas ou do estado em que se encontra o ouvido de nadador, o médico pode recomendar que seja feita uma avaliação adicional:

  • Se o tímpano estiver danificado ou rasgado, o médico irá, provavelmente, fazer o encaminhamento para um especialista dos ouvidos, nariz e garganta (ORL ou otorrinolaringologista). O especialista irá analisar a condição em que se encontra o ouvido médio, de forma a determinar se este é o principal local de infecção. Este exame é importante porque alguns tratamentos para as infecções no canal auditivo externo não são adequados para o tratamento de infecções no ouvido médio.
  • Se a infecção não responder ao tratamento, o médico pode recolher, numa consulta posterior, uma amostra de material segregado ou de detritos do ouvido e enviar os mesmos para um laboratório, na tentativa de se identificar exactamente qual é o microorganismo que provoca a infecção.

Tratamento


O objectivo do tratamento é eliminar a infecção e permitir que o canal auditivo se cure.

Limpeza

É necessário fazer-se a limpeza do canal auditivo externo para ajudar as gotas a chegar a todas as áreas infectadas. O médico irá utilizar um aparelho de sucção ou uma cureta de ouvido para limpar qualquer secreção, aglomeração de cera, pele escamada e outros detritos que possam existir.

Medicamentos para a infecção

Para a maioria dos casos de ouvido de nadador, o médico irá prescrever gotas para os ouvidos, as quais são compostas por uma combinação de alguns dos seguintes ingredientes, dependendo do tipo e da gravidade da infecção:

  • Solução ácida para ajudar a restabelecer o ambiente antibacteriano normal do ouvido;
  • Esteróides para reduzir a inflamação;
  • Antibiótico para combater a(s) bactéria(s);
  • Medicação antifúngica para combater a infecção se esta for provocada por um fungo.

Pergunte ao seu médico qual é o melhor método para colocar as gotas nos ouvidos. Algumas dicas que podem ajudar na colocação de gotas nos ouvidos:

  • Reduzir o desconforto que as gotas frias provocam, segurando o frasco na mão durante por alguns minutos, para que a temperatura das gotas fique mais próxima da temperatura corporal;
  • Deite-se de lado com o ouvido infectado para cima, para ajudar a medicação a fazer o percurso por toda a extensão do canal auditivo;
  • Se possível, peça a alguém para ajudar na colocação das gotas no ouvido.

Se o canal auditivo estiver totalmente bloqueado devido ao inchaço, à inflamação ou ao excesso de secreção, o médico pode inserir um pavio de algodão ou de gaze para promover a drenagem e ajudar a levar a medicação para o canal auditivo.

Se a infecção estiver mais avançada ou não responder ao tratamento com gotas para os ouvidos, o médico pode prescrever antibióticos orais.

Medicamentos para a dor

O médico pode recomendar, para aliviar o desconforto do ouvido de nadador, a utilização de analgésicos sem receita médica, por exemplo, ibuprofeno (Anadvil EFE, Motrin, entre outros), naproxeno sódico (Aleve, entre outros) ou paracetamol (Tylenol, entre outros).

Se a dor for intensa ou se o ouvido de nadador estiver num estado mais avançado, o médico pode prescrever uma medicação mais forte para o alívio da dor.

Ajudar o tratamento a funcionar

Durante o tratamento, os seguintes passos irão ajudar a manter os ouvidos secos e a evitar que ocorra mais irritação:

  • Não nadar ou fazer mergulho;
  • Evitar andar de avião;
  • Não utilizar tampões para os ouvidos, aparelhos auditivos ou auscultadores antes de a dor ou da secreção parar;
  • Evitar que entre água no canal auditivo quando tomar banho. Use uma bola de algodão embebida com vaselina para proteger o ouvido durante o banho.


Envie-nos o seu contacto, para podermos ajudar

Indique-nos  todas as informações possíveis para prestarmos o melhor atendimento, o mais personalizável possível.






×
Comunicado

 

No âmbito do Plano de Prevenção e Controlo de Infeção por COVID-19, o Grupo Sanfil Medicina encontra-se a ajustar as atividades de saúde nas suas unidades.

 

Este plano tem como objetivos diminuir o risco de exposição de utentes e profissionais e define um conjunto de orientações de modo a que tal possa acontecer.

 

A COVID-19 é uma doença em fase de pandemia que urge combater com todos os recursos disponíveis, pelo que contamos com a colaboração de todos os utentes e profissionais.

 

Ler Comunicado
×