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Lesão cerebral traumática

01 Out Lesão cerebral traumática

Definição


A lesão cerebral traumática ocorre quando uma força mecânica externa provoca disfunção cerebral.

A lesão cerebral traumática normalmente deriva de um golpe violento ou de um embate na cabeça ou no corpo. Um objecto que penetre o crânio, por exemplo, uma bala ou um pedaço de crânio partido, também pode provocar uma lesão cerebral traumática.

A lesão cerebral traumática leve pode criar uma disfunção temporária das células cerebrais. Uma lesão cerebral traumática de maior gravidade pode provocar nódoas negras, tecidos rasgados, hemorragias e outros danos físicos ao cérebro, o que pode resultar em complicações a longo prazo ou até mesmo em morte.


Sintomas


A lesão cerebral traumática pode ter amplas repercussões físicas e psicológicas. Alguns indícios e sintomas podem aparecer imediatamente após o evento traumático, ao passo que outros podem aparecer dias ou semanas mais tarde.

Lesão cerebral traumática leve
Os indícios e sintomas da lesão cerebral traumática leve podem ser:

  • Perda de consciência de alguns segundos a alguns minutos;
  • Pode não haver perda de consciência, mas haver tonturas, confusão mental ou desorientação;
  • Problemas de memória ou de concentração;
  • Dor de cabeça;
  • Tonturas ou perda de equilíbrio;
  • Náuseas ou vómitos;
  • Problemas sensoriais, como visão turva, zumbido nos ouvidos ou gosto amargo na boca;
  • Sensibilidade à luz ou ao som;
  • Alterações de ânimo ou mudanças de humor;
  • Sentimentos de depressão ou de ansiedade;
  • Fadiga ou sonolência;
  • Dificuldade em dormir;
  • Dormir mais do que o habitual.

Lesões cerebrais traumáticas moderadas a graves
As lesões cerebrais traumáticas moderadas a graves podem apresentar qualquer um dos indícios e sintomas da lesão leve, assim como os seguintes sintomas, os quais podem aparecer nas primeiras horas ou dias após um traumatismo na cabeça:

  • Perda de consciência de alguns minutos a algumas horas;
  • Profunda confusão mental;
  • Agitação, combatividade ou outro comportamento invulgar;
  • Fala arrastada;
  • Incapacidade de despertar do sono;
  • Fraqueza ou dormência nos dedos das mãos e dos pés;
  • Perda de coordenação;
  • Dor de cabeça persistente ou dor de cabeça que vai piorando;
  • Episódios repetidos de vómitos ou náuseas;
  • Espasmos ou convulsões;
  • Dilatação de uma ou de ambas as pupilas oculares;
  • Secreção de líquidos claros do nariz ou ouvidos.

Sintomas nas crianças
As crianças e jovens com lesões cerebrais podem não ter as capacidades de comunicação necessárias para relatar dores de cabeça, problemas sensoriais, confusão e sintomas semelhantes. Numa criança com lesão cerebral traumática pode notar:

  • Mudança de hábitos de alimentação ou de amamentação;
  • Choro persistente e incapacidade de ser consolado;
  • Irritabilidade invulgar ou ficar facilmente irritável;
  • Alterações à capacidade de prestar atenção;
  • Mudanças nos hábitos de sono;
  • Andar triste ou deprimido;
  • Perda de interesse em brinquedos ou actividades favoritas.

Quando é que deve consultar um médico
Consulte sempre o médico se você ou o seu filho sofreu um ferimento na cabeça ou no corpo que possa causar preocupação ou que provoque alterações de comportamento. Dirija-se a um serviço de urgências se houver quaisquer indícios ou sintomas de lesão cerebral traumática após um golpe ou traumatismo recente na cabeça.

Os termos «leve», «moderada» e «grave» são utilizados para descrever o efeito da lesão na função cerebral. Uma lesão leve no cérebro é, ainda assim, uma lesão séria que requer cuidados imediatos e um diagnóstico preciso.


Causas



Diagnóstico


  • Uma vez que as lesões cerebrais traumáticas são geralmente emergências e como as consequências podem piorar rapidamente se ficarem sem tratamento, os médicos, normalmente, têm que avaliar a situação rapidamente.

    Escala de coma de Glasgow
    Este exame utiliza uma escala de 15 pontos que ajuda o médico ou outro pessoal de emergência médica a avaliar a gravidade inicial da lesão cerebral, verificando a capacidade que a pessoa tem para seguir instruções e mexer os olhos e os membros. A coerência de discurso também fornece informações importantes. As capacidades são marcadas numericamente. As pontuações mais elevadas indicam lesões mais leves.

    Informações acerca de uma lesão e dos sintomas
    Se vir alguém a sofrer um ferimento ou se tiver chegado ao local imediatamente após o mesmo, poderá fornecer ao pessoal médico informações úteis que permitam avaliar a condição da pessoa ferida. As respostas às seguintes perguntas podem ser benéficas na avaliação da gravidade da lesão:

    • Como é que aconteceu o ferimento?
    • A pessoa perdeu a consciência?
    • Quanto tempo esteve a pessoa inconsciente?
    • Reparou se a pessoa apresenta quaisquer outras alterações no estado de alerta, na fala, na coordenação ou qualquer outro indício de lesão?
    • Onde é que foi atingida a pessoa, em que zona da cabeça ou em que zona de outras partes do corpo?
    • Pode dar qualquer informação acerca da força da lesão? Por exemplo, o que é que atingiu a cabeça da pessoa, a que distância é a que pessoa caiu ou a pessoa foi atirada/projectada de algum veículo?
    • O corpo da pessoa bateu em vários sítios ou foi severamente sacudido?

    Exames imagiológicos

    • Tomografia computadorizada (TC). A tomografia computadorizada utiliza uma série de raios X para criar uma visão detalhada do cérebro. A tomografia computadorizada pode rapidamente visualizar fracturas e mostrar sinais de sangramento no cérebro (hemorragia), coágulos sanguíneos (hematomas), lesões do tecido cerebral (contusões) e edemas no tecido cerebral.
    • Ressonância magnética (RM). A ressonância magnética utiliza ondas de radiofrequência e magnetos para produzir uma imagem detalhada do cérebro. Os médicos não costumam utilizar ressonâncias magnéticas durante a avaliação de emergência de lesões cerebrais traumáticas, uma vez que o procedimento é muito demorado. Este exame pode ser utilizado após a condição médica da pessoa ter sido estabilizada.

    Monitorização da pressão intracraniana
    O edema dos tecidos, derivado da lesão cerebral traumática, pode aumentar a pressão no interior do crânio e provocar danos adicionais ao cérebro. Os médicos podem inserir uma sonda através do crânio para monitorizar essa pressão.


Tratamento


Lesão leve
As lesões cerebrais traumáticas leves normalmente não necessitam de outro tipo de tratamento além de repouso e de analgésicos sem receita médica para tratar a dor de cabeça. Contudo, uma pessoa com uma lesão cerebral traumática leve precisa, normalmente, de ser controlada de perto em casa para se poderem verificar atempadamente, caso surjam, quaisquer sintomas persistentes, que se agravem ou novos sintomas que possam surgir. A pessoa também deverá ter consultas de acompanhamento médico.

O médico irá indicar quando é que a pessoa poderá regressar ao trabalho, à escola ou a realizar actividades recreativas. É preferível que sejam evitadas quaisquer actividades físicas ou mentais (cognitivas) até que os sintomas desapareçam por completo. A maioria das pessoas volta, gradualmente, à sua rotina normal.

Assistência médica de emergência imediata
A assistência médica de emergência a lesões cerebrais traumáticas moderadas a graves centra-se em garantir que a pessoa tem uma oxigenação e um fluxo sanguíneo adequados, mantendo a pressão arterial e prevenindo que existam mais lesões na cabeça ou no pescoço. As pessoas com lesões graves também podem ter outras lesões que precisam ser tratadas.

Os tratamentos complementares na sala de emergência ou na unidade hospitalar de cuidados intensivos irão tentar minimizar os danos secundários derivados de inflamação, sangramento ou de um reduzido fluxo sanguíneo para o cérebro.

Medicamentos
A medicação para limitar a existência de danos secundários no cérebro imediatamente após uma lesão pode ser:

  • Diuréticos. Estes medicamentos reduzem a quantidade de fluido nos tecidos e aumenta a produção de urina. Os diuréticos, administrados por via intravenosa a pessoas com lesão cerebral traumática, ajudam a reduzir a pressão interna do cérebro.
  • Medicação anti-convulsionante. As pessoas que sofrem uma lesão cerebral traumática moderada a grave correm o risco de ter convulsões durante a primeira semana após a lesão. Pode ser administrada medicação anti-convulsionante durante a primeira semana, para evitar qualquer dano cerebral adicional que possa ser provocado por uma convulsão. Os tratamentos complementares anti-convulsionantes são utilizados apenas se ocorrem convulsões.
  • Medicamentos indutores de coma. Os médicos, por vezes, utilizam medicamentos para colocar as pessoas em coma temporário, porque o cérebro em coma necessita de menos oxigénio para funcionar. Isto é especialmente proveitoso se os vasos sanguíneos, comprimidos devido a um aumento da pressão no cérebro, não conseguirem fornecer a quantidade normal de nutrientes e de oxigénio às células cerebrais.

Cirurgia
Pode ser necessário realizar uma cirurgia de urgência para minimizar danos adicionais aos tecidos cerebrais. A cirurgia pode ser utilizada para resolver os seguintes problemas:

  • Remoção de coágulos sanguíneos (hematomas). O sangramento fora ou dentro do cérebro pode provocar uma série de coágulos sanguíneos (hematomas) que fazem pressão no cérebro e danificam os tecidos cerebrais.
  • Reparação de fracturas cranianas. Pode ser necessário realizar uma cirurgia para reparar fracturas cranianas graves ou para remover pedaços de crânio do cérebro.
  • Abertura de um orifício no crânio, removendo-se um pedaço de osso do crânio A cirurgia pode ser utilizada para aliviar a pressão no interior do crânio através da drenagem de fluido cerebrospinal acumulado ou da criação de uma abertura no crânio, removendo-se um pedaço de osso do crânio, que permita que os tecidos inchados tenham mais espaço.

Reabilitação
A maioria das pessoas que sofrem uma lesão cerebral significativa realiza reabilitação. Pode ser preciso reaprender as competências básicas, como andar ou falar. O objectivo é melhorar a capacidade de realização de actividades do dia-a-dia.

A terapia normalmente começa no hospital e continua numa unidade de reabilitação hospitalar, num centro residencial de reabilitação ou através de serviços de ambulatório. O tipo e a duração da reabilitação varia de pessoa para pessoa, dependendo da gravidade da lesão cerebral e da parte do cérebro foi afectada. Os especialistas em reabilitação podem ser:

  • Fisiatras, médicos formados em medicina física e de reabilitação, que supervisionam todo o processo de reabilitação;
  • Terapeutas ocupacionais, que ajudam a pessoa a aprender, a reaprender ou a melhorar a sua capacidade de realização de actividades quotidianas;
  • Fisioterapeutas, que ajudam a melhorar a mobilidade e ajudam a pessoa a reaprender os padrões de movimento, de equilíbrio e de locomoção;
  • Terapeutas da fala, que ajudam a pessoa a melhorar as suas capacidades de comunicação e a utilizar dispositivos de assistência à comunicação, se necessário;
  • Neuropsicólogos ou psiquiatras, que ajudam a pessoa a gerir comportamentos ou a aprender estratégias para enfrentar dificuldades; facultam terapia psicológica na medida do necessário para que a pessoa tenha bem-estar emocional e psicológico, e prescrevem medicação, se necessário;
  • Assistentes sociais ou gestores de processo, que facilitam o acesso a agências de serviços, ajudam nas decisões relativas à saúde e ao planeamento, e facilitam a comunicação entre os diversos profissionais, prestadores de cuidados de saúde e familiares;
  • Enfermeiros de reabilitação, que prestam cuidados de reabilitação e serviços continuados e ajudam no planeamento da alta hospitalar ou da alta do centro de reabilitação;
  • Enfermeiros especializados em lesão cerebral, que ajudam a coordenar os cuidados de saúde e ensinam a família acerca da lesão e do processo de recuperação;
  • Terapeutas recreativos, que ajudam com actividades de lazer;
  • Conselheiros vocacionais, que avaliam a capacidade que a pessoa tem para voltar ao trabalho e avalia quais são as oportunidades vocacionais adequadas à pessoa, assim como providenciam recursos para que a pessoa consiga enfrentar os desafios normais no local de trabalho.


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Comunicado

 

No âmbito do Plano de Prevenção e Controlo de Infeção por COVID-19, o Grupo Sanfil Medicina encontra-se a ajustar as atividades de saúde nas suas unidades.

 

Este plano tem como objetivos diminuir o risco de exposição de utentes e profissionais e define um conjunto de orientações de modo a que tal possa acontecer.

 

A COVID-19 é uma doença em fase de pandemia que urge combater com todos os recursos disponíveis, pelo que contamos com a colaboração de todos os utentes e profissionais.

 

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