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Intolerância à lactose

02 Out Intolerância à lactose

Definição


A intolerância à lactose, também denominada de deficiência de lactase, significa que não é totalmente capaz de digerir o açúcar do leite (lactose) em laticínios. Geralmente, não é perigosa, mas os seus sintomas podem ser desconfortáveis.

A intolerância à lactose é geralmente provocada por uma deficiência de lactase, uma enzima produzida pelo revestimento do intestino delgado. Existem bastantes pessoas com níveis baixos de lactase, mas apenas aquelas que possuem sinais e sintomas associados sofrem, por definição, de intolerância à lactose.

É possível controlar os sintomas da intolerância à lactose optando cuidadosamente por uma dieta que limita os laticínios.


Sintomas

Os sinais e sintomas da intolerância à lactose começam geralmente entre 30 minutos e duas horas após comer ou beber alimentos que contêm lactose. Os sinais e sintomas comuns incluem:

  • Diarreia
  • Náuseas e, por vezes, vómitos
  • Cólicas abdominais
  • Inchaço
  • Gases
  • Os sintomas são geralmente ligeiros, mas, por vezes, podem ser graves.

Quando consultar um médico 
Marque uma consulta com o seu médico caso você ou o seu filho apresentem sinais ou sintomas que o preocupem.



Causas


A intolerância à lactose é geralmente provocada por níveis baixos da enzima lactase no intestino delgado, provocando sinais e sintomas.

Normalmente, as células que revestem o intestino delgado produzem uma enzima denominada lactase. A enzima lactase junta-se a moléculas de lactose nos alimentos que ingere e divide-as em dois açúcares simples, glucose e galactose, que podem ser absorvidos na corrente sanguínea.

Sem enzima lactase suficiente, a maioria da lactose nos seus alimentos dirige-se para o cólon sem ser processada, onde irá interagir com a bactéria intestinal normal. Isto provoca as características típicas da intolerância à lactose: gases, inchaço e diarreia.

Existem três tipos de intolerância à lactose.

Resultado normal do envelhecimento para algumas pessoas (intolerância à lactose principal) 
Normalmente, o seu corpo produz grandes quantidades de lactase no nascimento e durante os primeiros tempos de vida, quando o leite é a principal fonte de nutrição. Geralmente, a produção de lactase diminui à medida que a sua dieta se torna mais variada e menos dependente de leite. Este declínio gradual pode provocar sintomas de intolerância à lactose.

Resultado de doença ou lesão (intolerância à lactose secundária) 
Esta forma de intolerância à lactose ocorre quando o intestino delgado diminui a produção de lactase após uma doença, cirurgia ou lesão no intestino delgado. Pode ocorrer como resultado de doenças intestinais, como a doença celíaca, a gastroenterite e doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn. O tratamento do distúrbio subjacente pode repor os níveis de lactase e melhorar os sinais e sintomas, apesar de poder demorar algum tempo.

Condição genética (intolerância à lactose congénita) 
É possível, mas raro, que os bebés nasçam com intolerância à lactose provocada por uma ausência total de atividade da lactase. Este distúrbio passa de geração em geração de forma hereditária, denominando-se autossomia recessiva. Isto significa que tanto a mãe como o pai têm de passar a forma defeituosa do gene ao filho para este ser afetado. As crianças com intolerância à lactose congénita são intolerantes à lactose no leite de amamentação da mãe e sofrem de diarreia desde o nascimento. Estes bebés requerem fórmulas infantis sem lactose. Os bebés prematuros podem igualmente sofrer de intolerância à lactose devido a um nível de lactase insuficiente. Nos bebés que são saudáveis, não resultará em desnutrição.


Diagnóstico


O seu médico pode suspeitar de intolerância à lactose com base nos seus sintomas e na sua resposta à redução da quantidade de laticínios na sua dieta. É possível confirmar o diagnóstico através de um ou mais dos seguintes testes:

  • Teste de intolerância à lactose. O teste de intolerância à lactose mede a reação do seu corpo a um líquido que contém níveis elevados de lactose. Duas horas após beber o líquido, realizará análises ao sangue para medir a quantidade de glucose na corrente sanguínea. Se o nível de glucose não aumentar, significa que o seu corpo não está a digerir nem a absorver corretamente a bebida com lactose.
  • Teste respiratório de hidrogénio. Este teste também requer que beba um líquido que contém níveis elevados de lactose. Em seguida, o seu médico medirá a quantidade de hidrogénio na sua respiração em intervalos regulares. Normalmente, é detetável muito pouco hidrogénio. Contudo, se o seu corpo não digere a lactose, fermentará no cólon, libertando hidrogénio e outros gases que são absorvidos pelos intestinos e, por fim, exalados. Quantidades de hidrogénio exalado superiores ao normal durante o teste respiratório indicam que não está a digerir nem a absorver totalmente a lactose.
  • Teste de acidez das fezes. No caso de bebés e crianças que não podem realizar outros testes, pode ser realizado um teste de acidez das fezes. A fermentação de lactose não digerida cria ácido láctico e outros ácidos que podem ser detetados numa amostra de fezes.

Tratamento


Nenhum tratamento pode curar a intolerância à lactose. Até hoje, não existe uma forma de estimular a produção da enzima lactase por parte do corpo. Geralmente, as pessoas que sofrem de intolerância à lactose sentem alívio ao reduzir a quantidade de laticínios ingeridos e ao utilizar produtos especiais produzidos para pessoas com esta condição.



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