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Insónia

01 Out Insónia

Definição


A insónia é uma disfunção que pode fazer com que seja difícil adormecer, ficar com sono ou ambos. Com insónia, geralmente acorda sensação a sensação de cansaço, que diminui a capacidade de desempenhar as suas atividades durante todo o dia. A insónia pode ser esgotante não apenas em termos do nível de energia e disposição, mas também da sua saúde, desempenho no trabalho e qualidade de vida.

A quantidade de sono necessária varia de pessoa para pessoa. A maioria dos adultos necessita de sete a oito horas por noite. Muitos adultos sofrem de insónia em algum momento, mas algumas pessoas têm insónia a longo prazo (crónica).

Não tem que aguentar com noites sem sono. Mudanças simples nos seus hábitos diários podem ajudar.


Sintomas


Os sintomas de insónia podem incluir:

  • Dificuldade em adormecer à noite
  • Acordar durante a noite
  • Acordar demasiado cedo
  • Não se sentir descansado após uma noite de sono
  • Fadiga ou sonolência diurna
  • Irritabilidade, depressão ou ansiedade
  • Dificuldade em prestar atenção ou concentrar-se em tarefas
  • Maior número de erros e acidentes
  • Dores de cabeça frequentes
  • Sintomas gastrointestinais
  • Preocupações constantes sobre sono

Uma pessoa com insónia frequentemente demora 30 minutos ou mais a adormecer e pode dormir durante apenas seis horas ou manos durante três ou mais noites seguidas.

Quando consultar um médico
Se a insónia fizer com que seja difícil executar as suas tarefas durante o dia, consulte o médico para determinar a possível causa do seu problema de sono e como pode ser tratada. Se o seu médico achar que pode ter uma insuficiência a nível de sono, pode ser aconselhado consultar um centro de sono para efetuar testes especiais.


Causas


As causas comuns de insónia incluem:

  • Stress. Preocupações com o trabalho, escola, saúde ou família podem manter a sua mente ativa durante a noite, fazendo com que seja difícil dormir. Acontecimentos tensos na sua vida, tais como morte ou doença de um ente querido, divórcio ou perda de emprego, podem provocar insónia.
  • Ansiedade. As ansiedades do quotidiano, assim como desordens insuficiências de ansiedade mais graves podem perturbar o seu sono.
  • Depressão. Pode dormir em excesso ou ter problemas para adormecer se estiver deprimido. Isso pode dever-se a desequilíbrios químicos no seu cérebro ou devido a preocupações que acompanham a depressão e podem impedir de relaxar o suficiente para que possa adormecer. A insónia acompanha frequentemente outras insuficiências de saúde mental.
  • Medicação. Muitos medicamentos sujeitos a prescrição podem interferir com o sono, incluindo alguns antidepressivos, medicamentos para o coração e pressão arterial, medicamentos para alergias, estimulantes (tais como Ritalin) e corticosteroides. Muitos medicamentos de venda direta, incluindo algumas combinações de medicamento para as dores, descongestionantes e produtos para a perda de peso, contêm cafeína e outros estimulantes. Os anti-histamínicos inicialmente podem torná-lo debilitado, mas podem agravar problemas urinários, fazendo com que urine mais durante a noite.
  • Cafeína, nicotina e álcool. O café, chá, cola e outras bebidas com cafeína são estimulantes conhecidos. Beber café ao final da tarde e mais tarde pode impedir que adormeça à noite. A nicotina nos produtos de tabaco é outra estimulante que pode causar insónia. O álcool é um sedativo que pode ajudá-lo a adormecer, mas impede fases mais profundas de sono e frequentemente faz com que acorde a meio da noite.
  • Problemas médicos. Caso tenha dores crónicas, dificuldades respiratórias ou uma necessidade de urinar frequentemente, pode desenvolves insónia. Os problemas associados a insónia incluem artrite, cancro, insuficiência cardíaca, doença pulmonar, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), tiroide hiperativa, apoplexia, doença de Parkinson e doença de Alzheimer. Certifique-se de que os seus problemas médicos são tratados devidamente para ajudá-lo a combater a insónia. Caso tenha artrite, por exemplo, tomar um analgésico antes de ir para a cama pode ajudá-lo a dormir melhor.
  • Mudanças no seu ambiente ou horário de trabalho. Viajar, trabalhar até tarde ou um turno muito cedo pode interferir com os ritmos cardíacos do corpo, fazendo com que seja difícil adormecer. Os seus ritmos cardíacos funcionam como relógios internos, orientando aspetos como o seu ciclo de adormecer-acordar, o metabolismo e a temperatura do corpo.
  • Hábitos de sono inadequados. Os hábitos que ajudam a promover um sono adequado são denominados higiene do sono. Uma má higiene do sono inclui um horário irregular de sono, atividades estimulantes antes de ir para a cama, um ambiente inconfortável de sono e a utilização da cama para atividades que não dormir ou ter relações sexuais.
  • Insónia “aprendida”. Isto pode ocorrer quando se preocupa excessivamente sobre não ser capaz de dormir bem e esforçar-se em demasia em adormecer. A maioria das pessoas com este problema dorme melhor quando está longe do seu ambiente normal de sono ou quando não tentam dormir, tal como quando veem televisão ou leem.
  • Comer em demasia à noite. Comer algo leve antes da hora de dormir não é um problema, mas comer em demasia pode fazer com que se sinta fisicamente desconfortável quanto está deitado, fazendo com que seja difícil poder dormir. Muitas pessoas também sentem azia, um refluxo de ácido e comida do estômago para o esófago depois de comer. Esta sensação desconfortável pode mantê-lo acordado.

Insónia e o envelhecimento
A insónia torna-se mais comum com a idade. À medida que envelhecemos, podem ocorrer alterações capazes de afetar o seu sono. Pode experienciar:

  • Uma mudança nos padrões de sono. O sono torna-se frequentemente menos tranquilo com a idade e o ruído ou outras alterações no ambiente têm uma maior probabilidade de acordá-lo à medida que envelhece. Com a idade, o seu relógio interno avança frequentemente, o que significa que fica cansado ao fim da tarde e acorda mais cedo de manhã. Mas as pessoas mais velhas geralmente ainda necessitam da mesma quantidade de sono das pessoas mais jovens.
  • Uma mudança na atividade. Pode estar menos ativo física ou socialmente. As atividades promovem uma boa noite de sono. Também há uma maior probabilidade de dormir uma sesta durante o dia, o que também pode interferir com o sono à noite.
  • Uma mudança na saúde. A dor crónica de problemas como artrite ou dores cervicais, assim como depressão, ansiedade e stress podem interferir com o sono. Os homens mais velhos frequentemente desenvolvem uma ampliação não cancerosa da glândula da próstata (hiperplasia prostática benigna), que pode fazer com que seja necessário urinar frequentemente, interrompendo o sono. Nas mulheres, os calores que acompanham a menopausa podem ser igualmente perturbadores.

Outras insuficiências relacionadas com o sono, tais como a apneia do sono e síndrome das pernas inquietas, também se tornam mais comuns com a idade. A apneia do sono faz com que pare de respirar periodicamente ao longo da noite. A síndrome das pernas inquietas provoca sensações desagradáveis nas pernas e uma vontade quase irresistível de movê-las, o que pode impedi-lo de adormecer.

  • Maior recurso a medicamentos. As pessoas mais velhas utilizam mais medicamentos sujeitos a prescrição do que as pessoas mais jovens, o que aumenta a hipótese de insónia provocada por um medicamento.

Os problemas de sono também podem ser um problema para crianças e jovens. Algumas crianças e jovens simplesmente têm problemas em adormecer ou não possuem uma hora de dormir regular porque os seus relógios internos estão mais atrasados. Querem ir para a cama mais tarde e dormir até mais tarde de manhã.


Diagnóstico


  • Para além de lhe fazer diversas perguntas, o seu médico pode solicitar-lhe que responsa a um questionário para determinar seu padrão de adormecer-acordar e o seu nível de sonolência durante o dia. Também pode ser-lhe pedido que mantenha um diário de sono durante algumas semanas, caso ainda não o tenha feito.

    O seu médico fará um exame médico para procurar sinais de outros problemas que possam estar a causar insónia. Ocasionalmente, pode ser feito um exame ao sangue para verificar a existência de problemas na tiroide ou outros problemas que podem causar insónia.

    Se a causa da insónia não for clara ou tenha sinais de outra insuficiência do sono, tal como apneia do sono ou síndrome de pernas inquieta, pode necessitar de passar uma noite num centro de sono. São efetuados testes para controlar e registar diversas atividades corporais enquanto dorme, incluindo ondas cerebrais, respiração, pulsação, movimentos oculares e movimentos corporais.


Tratamento


Mudar os seus hábitos de sono e resolver quaisquer causas subjacentes de insónia pode repor o sono tranquilo de muitas pessoas. Uma boa higiene do sono — passos simples como manter a mesma hora de dormir e acordar — promove um sono saudável e a atividade diurna. Se estas medidas não resultarem, o seu médico pode recomendar medicamentos para ajudar ao descanso e sono.

Terapias comportamentais
As terapias comportamentais ensinam-lhe novos comportamentos de sono e formas de melhorar o seu ambiente de sono. As terapias comportamentais são tão ou mais eficazes do que os medicamentos para o sono. As terapias comportamentais geralmente são recomendadas como a primeira linha de tratamento para as pessoas com insónia.

As terapias comportamentais incluem:

  • Ensino de bons hábitos de sono. A higiene do sono ensina hábitos que promovem um bom sono.
  • Técnicas de relaxamento. Exercícios de relaxamento muscular progressivo, biofeedback e exercícios respiratórios são formas de reduzir a ansiedade no momento de dormir. Estas estratégias ajudam-no a controlar a respiração, o ritmo cardíaco, a tensão muscular e o estado de espírito.
  • Terapia comportamental cognitiva. Isto envolve substituir preocupações sobre não dormir por pensamentos positivos. A terapia comportamental cognitiva pode ser ensinada por aconselhamento individual ou sessões de grupo.
  • “Controlo de estímulo”. Isto significa limitar o tempo que passa acordado na cama e associar a cama e o quarto apenas ao sono a relações sexuais.
  • Restrição de sono. Este tratamento diminui o tempo que passa na cama, provocando uma privação parcial do sono, o que faz com que fique mais cansado na próxima noite. Após o seu sono ter melhorado, o tempo na cama aumenta gradualmente.
  • Terapia da luz. Se adormece muito cedo e depois acorda muito cedo, pode utilizar luz para fazer recuar o seu relógio interno. Durante as épocas do ano em que há luz ao início da noite, vai para o exterior ou recebe luz através de uma caixa medicinal de luz.

Medicamentos
Tomar comprimidos para dormir sujeitos a prescrição, tais como zolpidem (Ambien), eszopiclone (Lunesta), zaleplon (Sonata) ou ramelteon (Rozerem), também podem ajudá-lo a adormecer. No entanto, em casos raros, estes medicamentos podem provocar reações alérgicas graves, inchaço facial e comportamentos anómalos, tais como conduzir ou cozinhar e ingerir alimentos enquanto está a dormir. Os efeitos secundários de medicamentos para dormir sujeitos a prescrição são frequentemente mais notórios em pessoas mais velhas e podem incluir sonolência excessiva, raciocínio limitado, perambulação noturna, agitação e problemas de equilíbrio.

Os médicos geralmente não recomendam recorrer a comprimidos para dormir sujeitos a prescrição por mais de algumas semanas, mas vários medicamentos mais recentes são aprovados para uma utilização ilimitada. No entanto, alguns destes medicamentos provocam dependência.

Caso tenha depressão assim como insónia, o seu médico pode prescrever um antidepressivo com um efeito sedativo, tal como trazodone, doxepin ou mirtazapine (Remeron).

Soporíferos de venda direta
Os medicamentos para o sono disponíveis para venda direta contêm anti-histamínicos que podem torná-lo sonolento. Mas os anti-histamínicos podem reduzir a qualidade do sono e podem causar efeitos secundários, tais como sonolência diurna, secura na boca e visão turva. Estes efeitos podem ser piores em idosos.



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Comunicado

 

No âmbito do Plano de Prevenção e Controlo de Infeção por COVID-19, o Grupo Sanfil Medicina encontra-se a ajustar as atividades de saúde nas suas unidades.

 

Este plano tem como objetivos diminuir o risco de exposição de utentes e profissionais e define um conjunto de orientações de modo a que tal possa acontecer.

 

A COVID-19 é uma doença em fase de pandemia que urge combater com todos os recursos disponíveis, pelo que contamos com a colaboração de todos os utentes e profissionais.

 

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