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Infertilidade feminina

02 Out Infertilidade feminina

Definição


A infertilidade feminina, a infertilidade masculina ou uma combinação das duas afecta milhões de casais nos Estados Unidos. Estima-se que entre 10 a 15 por cento dos casais são inférteis, o que significa que estão a tentar engravidar pelo menos há um ano, ou pelo menos há seis meses, no caso de uma mulher com 36 ou mais anos de idade.

Geralmente, cerca de um terço da infertilidade deve-se a factores femininos e cerca de outro terço a factores masculinos. Nos restantes casos, a causa ou é desconhecida ou resulta de uma combinação de factores masculinos e femininos.

A causa da infertilidade feminina pode ser difícil de diagnosticar, mas existem muitos tratamentos disponíveis. O tratamento nem sempre é necessário. Metade dos casais inférteis engravidará espontaneamente nos próximos 24 meses.


Sintomas

O principal sintoma da infertilidade é a incapacidade de um casal engravidar. Um ciclo menstrual anormal que é demasiado longo (35 dias ou mais) ou demasiado curto (menos de 21 dias) pode ser um sinal de infertilidade feminina. Poderão não existir outros sinais ou sintomas exteriores.

Quando consultar um médico
Se a sua idade rondar os 30 anos ou for mais jovem, a maioria dos médicos recomendará tentar engravidar pelo menos durante um ano antes de fazer qualquer exame ou tratamento.

Se tem entre 35 e 40 anos, discuta com o seu médico as suas preocupações depois de tentar engravidar durante seis meses.

Se tem mais de 40 anos ou tem um historial de períodos irregulares ou dolorosos, doença inflamatória pélvica (DIP), abortos consecutivos, tratamento oncológico prévio ou endometriose, o seu médico pode querer que comece logo a fazer exames ou tratamento.



Causas


Para engravidar, cada um dos seguintes factores é essencial:

  • Precisa de fazer a ovulação. Para engravidar é preciso que os seus ciclos menstruais sejam regulares durante os quais é libertado um óvulo, um processo conhecido por ovulação. O seu médico pode ajudar a avaliar os seus ciclos menstruais e confirmar a ovulação.
  • O seu parceiro precisa de esperma. Para a maioria dos casais, este não é um problema a não ser que o seu parceiro tenha um historial de doença ou cirurgia. O seu médico pode fazer alguns exames simples para avaliar a saúde do esperma do seu parceiro.
  • Precisa de ter relações sexuais regulares. Precisa de ter relações sexuais regulares durante o seu período fértil. O seu médico poderá ajudá-la a perceber melhor qual a altura em que está mais fértil durante o seu ciclo.

Para que o processo de gravidez ocorra, cada parte do processo complexo da reprodução humana – desde a libertação pelo ovário de um óvulo maduro até à implantação dos ovos fertilizados e crescimento no útero – tem que ocorrer da forma correcta. Na mulher, uma série de factores pode interromper este processo em qualquer fase. A infertilidade feminina é provocada por um ou mais dos seguintes factores.

Problemas de ovulação
Os problemas de ovulação são responsáveis pela infertilidade em 25% dos casais inférteis. Estes problemas podem ser provocados por falhas na regulação das hormonas reprodutoras pelo hipotálamo ou a glândula pituitária ou por problemas no próprio ovário. Tem um problema de ovulação se a sua ovulação for pouco frequente ou não fizer mesmo a ovulação.

  • Secreção anormal de FSH e LH. As duas hormonas responsáveis por estimular a ovulação todos os meses – hormona folículo-estimulante (FSH) e hormona luteinizante (LH) – são produzidas pela glândula pituitária de acordo com um padrão específico durante o ciclo menstrual. Stress físico ou emocional extremo, um peso corporal muito alto ou baixo, ou um significativo aumento ou perda de peso recente – por exemplo, 10 por cento do seu peso corporal — pode interromper este padrão e afectar a ovulação. Os principais sinais deste problema são períodos irregulares ou ausência de período. Com muito menos frequência, doenças específicas da pituitária, geralmente associadas a outras deficiências hormonais ou com excesso de prolactina, podem ser a causa.
  • Síndroma dos Ovários Policísticos (SOP). No SOP, alterações complexas ocorrem no hipotálamo, na pituitária e nos ovários, provocando o excesso de produção de hormonas masculinas (androgénios), que afecta a ovulação. O SOP também pode ser associado à resistência à insulina e à obesidade.
  • Defeitos na fase lútea. Os defeitos na fase lútea surgem quando o seu ovário não produz progesterona suficiente após a ovulação. A progesterona é essencial para preparar o endométrio para um óvulo fertilizado.
  • Falência ovariana prematura. Este problema é geralmente provocado por uma resposta auto-imune, na qual o seu corpo erradamente ataca tecidos ovarianos. Este problema tem como consequência a perda dos óvulos no ovário, bem como a diminuição da produção de estrogénio.

Lesão nas trompas de falópio (infertilidade tubária)
Quando as trompas de Falópio ficam danificadas ou bloqueadas, impedem o esperma de chegar até ao óvulo ou fecham a passagem do óvulo fertilizado para o útero. Entre as causas das trompas de falópio danificadas ou bloqueadas incluem-se as seguintes:

  • inflamação das trompas de falópio (salpingite) devido a clamídia ou gonorreia
  • gravidez ectópica anterior, na qual um óvulo fecundado é implantado e começa a desenvolver-se numa trompa de falópio em vez do útero
  • cirurgia abdominal ou pélvica prévia

Endometriose
A endometriose ocorre quando tecidos que normalmente crescem no útero implantam-se e crescem noutros locais. Este crescimento de tecido extra – e a remoção cirúrgica do mesmo – pode deixar cicatrizes, o que prejudica a fertilidade. Os investigadores pensam que o excesso de tecido também pode produzir substâncias que interferem com a concepção.

Estreitamento ou obstrução do canal cervical
Também designado por estenose cervical, este problema pode ser provocado por uma má-formação hereditária ou dano no cérvix (colo do útero). Como consequência o colo do útero não pode produzir o melhor tipo de muco para a mobilidade do esperma e fertilização. Além disso, a abertura cervical pode ser fechada, impedindo qualquer espermatozóide de chegar ao óvulo.

Causas uterinas
Pólipos ou tumores benignos (miomas ou fibromas) no útero, comuns em mulheres na faixa etária dos 30, podem comprometer a fertilidade, bloqueando as trompas de falópio ou interrompendo a implantação. No entanto, muitas mulheres com fibromas conseguem engravidar. Cicatrizes no útero também podem perturbar a implantação, e algumas mulheres que nasceram com anomalias uterinas, como um útero com um formato anormal (bicorno), podem ter problemas em engravidar ou manter a gravidez.

Infertilidade não explicada
Em alguns casos, a causa da infertilidade nunca é descoberta. É possível que combinações de factores menores em ambos os parceiros expliquem esses problemas de fertilidade inexplicáveis. A boa notícia é que os casais com infertilidade não explicada apresentam as maiores taxas de gravidez espontânea entre todos os casais inférteis.


Diagnóstico


Se não tem conseguido conceber dentro de um prazo razoável de tempo, procure a ajuda do seu médico para uma nova avaliação e tratamento da infertilidade.
Os testes de fertilidade podem incluir:
Testes de ovulação. Um exame ao sangue para medir a progesterona, uma hormona produzida após a ovulação, pode comprovar que está a fazer a ovulação. Pode também fazer este exame em casa. Um kit de previsão da ovulação de receita livre – um teste que pode fazer em casa – detecta o aumento na hormona luteinizante (LH) que ocorre antes da ovulação.
Histerossalpingografia. Este exame avalia o tamanho e contorno da sua cavidade uterina e verifica se as suas trompas de falópio estão abertas. É injectado um fluido no seu útero e faz-se um raio-x para determinar se a cavidade uterina é normal e se o fluido passa do útero para as suas trompas de falópio. Se forem encontrados problemas, provavelmente necessitará de fazer mais exames. Em algumas mulheres, o próprio exame pode melhorar a fertilidade, possivelmente pela lavagem e abertura das trompas de falópio.
Laparoscopia. Normalmente realizada em ambulatório e sob anestesia geral, a laparoscopia permite ao seu médico observar os seus ovários, trompas de falópio e útero para verificar se há endometriose, cicatrizes, obstruções ou irregularidades. Em primeiro lugar o seu médico faz uma pequena incisão (8 a 10 milímetros) abaixo do seu umbigo e insere uma agulha na sua cavidade abdominal. Uma pequena quantidade de gás (normalmente, dióxido de carbono) é inserida na zona abdominal para criar espaço para a entrada do laparoscópio – um telescópio de fibra óptica com luz. Se der o seu consentimento antes do procedimento, o seu médico pode remover aderências endometriais, tratar cicatrizes ou resolver outros problemas com instrumentos de corte, lasers ou ablação durante o mesmo procedimento.
Avaliação da reserva ovariana. As mulheres que podem ter um fornecimento de óvulos insuficiente – incluindo as mulheres com mais de 35 anos, as que sofrem de doenças auto-imunes e as fumadoras – podem fazer esta série de exames ao sangue e de imagiologia, que são realizados em dias específicos do ciclo menstrual. Nestes exames incluem-se exames ao sangue para medição da concentração de hormona folículo-estimulante (FSH) no terceiro dia do seu ciclo; teste de administração de citrato de clomifeno (CCCT), no qual recebe cinco doses de citrato de clomifeno, medicamento que estimula os ovários, precedido e seguido de um exame ao sangue para avaliar os seus níveis de estrogénio; ecografia dos ovários para determinar a contagem dos folículos ou o volume ovariano; e exames ao sangue para detectar outros marcadores da reserva ovariana.
Exames hormonais. Exames a hormonas específicas, como a FSH e a prolactina, podem determinar se existe alguma doença não diagnosticada que possa estar a interferir com a sua fertilidade.


Tratamento


A forma de tratamento da sua infertilidade depende da causa subjacente, da sua idade, do período de tempo da infertilidade e das suas preferências pessoais. Embora algumas mulheres só precisem de uma ou duas terapias para restaurar a fertilidade, é possível que sejam necessários diferentes tipos de tratamento antes de poder conseguir conceber.

Os tratamentos podem tentar restaurar a fertilidade, através de medicação ou cirurgia, ou auxiliar na reprodução com técnicas sofisticadas.

Restauração da fertilidade: Estimular a ovulação com medicamentos para a fertilidade
Os medicamentos para a fertilidade, que regulam ou induzem a ovulação, são o principal tratamento para as mulheres que são inférteis devido a problemas de ovulação. Em geral, funcionam como as hormonas naturais – hormona folículo-estimulante (FSH) e hormona luteinizante (LH) – para provocar a ovulação.

A utilização de medicamentos para a fertilidade acarreta alguns riscos:

  • Engravidar de gémeos ou de outros múltiplos. Os medicamentos orais apresentam um risco relativamente baixo de múltiplos (menos de 10 por cento), mas essa possibilidade aumenta para cerca de 15 a 20 por cento com os medicamentos injectáveis. Regra geral, quanto maior for o número de fetos, maior é o risco de nascerem prematuros, nascerem com pouco peso e desenvolverem problemas mais tarde. Por vezes, alterar-se-á a quantidade e o período de toma dos medicamentos, na tentativa de diminuir o risco de múltiplos. Os ciclos de tratamento podem ser cancelados se o seu médico detectar o desenvolvimento de demasiados folículos, o que poderia resultar na ovulação de mais do que um óvulo.
  • Desenvolver ovários aumentados. O síndroma de hiperestimulação ovariana (OHSS) é uma condição que pode resultar da utilização de medicamentos para a fertilidade. Em resposta à medicação, os seus ovários ficam super-estimulados. Além de desenvolver ovários aumentados, pode sentir dor e distensão abdominal, problemas gastrointestinais e falta de ar. Os sinais e sintomas podem desenvolver-se quando está na fase de indução da ovulação ou durante as primeiras fases da gravidez.

Existem vários medicamentos para a fertilidade para a produção anormal de LH e FSH. Esses medicamentos incluem:

Citrato de clomifeno (Clomid, Serophene). Este medicamento é de administração oral e estimula a ovulação nas mulheres que têm SOP ou outros problemas de ovulação. Faz com que a glândula pituitária liberte mais FSH e LH, o que estimula o crescimento de um folículo ovariano contendo um óvulo. O citrato de clomifeno também melhora a fertilidade nas mulheres que fazem a ovulação normalmente e é frequentemente usado como um tratamento inicial para a infertilidade não explicada.

Gonadotrofinas. Em vez de estimular a glândula pituitária para libertar mais hormonas, estes tratamentos estimulam directamente o ovário. Os medicamentos com gonadotrofina são, muitas vezes, usados em combinação com a inseminação intra-uterina (IIU) – um procedimento durante o qual o esperma é introduzido no seu útero através de um tubo fino (catéter) – para aumentar as possibilidades de uma gravidez. Os medicamentos com gonadotrofina incluem:

  • Gonadotropina humana menopausal, ou hMG, (Repronex, Menopur). Este medicamento injectável destina-se às mulheres que não fazem a ovulação por si mesmas devido à falha da glândula pituitária para estimular a ovulação. O HMG contém FSH e LH, e estimula directamente os ovários para fazerem a ovulação.
  • Hormona folículo-estimulante, ou FSH, (Gonal-F, Follistim, Bravelle). A FSH funciona estimulando os ovários a produzirem folículos ovulatórios maduros.
  • Gonadotrofina coriónica humana, ou HCG, (Ovidrel, Pregnyl). Usado em combinação com clomifeno, hMG ou FSH, este medicamento estimula o folículo a libertar o óvulo (ovulação).

Metformina (Glucophage). Este medicamento de administração oral é usado quando a resistência à insulina é uma causa conhecida ou suspeita de infertilidade, geralmente em mulheres com diagnóstico de SOP. A metformina melhora a resistência à insulina, normalizando o nível de insulina e aumentando a probabilidade da ovulação ocorrer.

Letrozol (Femara). O Letrozol pertence a uma categoria de medicamentos conhecidos como inibidores da aromatase. O Letrozol, também utilizado no tratamento de alguns cancros da mama, pode induzir a ovulação. No entanto, os efeitos da medicação no início da gravidez não são ainda conhecidos pelo que este medicamento não é tão utilizado para a indução da ovulação como outros.

Restauração da fertilidade: Cirurgia
Vários procedimentos cirúrgicos podem corrigir problemas ou, de outra forma, melhorar a fertilidade feminina. Entre estes procedimentos cirúrgicos incluem-se os seguintes:

  • Remoção de tecido. Esta cirurgia remove o tecido endometrial ou aderências pélvicas com lasers ou ablação, o que pode melhorar as possibilidades de se conseguir engravidar.
  • Cirurgia de reversão da laqueação (microscópica). Depois de uma mulher fazer uma laqueação às trompas para contracepção permanente (laqueação tubar), pode-se fazer uma cirurgia para recanalizar as trompas e restaurar a fertilidade. O seu médico determinará se é uma boa candidata para a cirurgia.
  • Cirurgia tubária. Se as suas trompas de falópio estão bloqueadas ou cheias de líquido (designado por hidrossalpinge), a cirurgia tubária pode melhorar as suas possibilidades de engravidar. A cirurgia laparoscópica é realizada para remover aderências, dilatar uma trompa ou criar uma nova abertura das trompas. A cirurgia tubária é mais bem-sucedida quando a parte bloqueada ou estreita da trompa está mais perto do ovário do que do útero. A obstrução tubária perto do útero pode aumentar o risco de uma gravidez ectópica. Nestes e noutros casos graves de obstrução ou hidrossalpinge, a remoção das suas trompas (salpingectomia) pode melhorar a suas probabilidades de gravidez com fertilização in vitro.

Reprodução assistida: Fertilização In vitro
Esta técnica eficaz envolve recuperar óvulos maduros de uma mulher, fertilizando-os com o esperma de um homem num prato num laboratório e transferindo os embriões para o útero três a cinco dias após a fertilização. A fertilização in vitro (FIV) é muitas vezes recomendada quando ambas as trompas de falópio estão bloqueadas. É também muito utilizada para uma série de outras condições, como endometriose, infertilidade não explicada, infertilidade por factor cervical, infertilidade masculina e problemas de ovulação. A fertilização in vitro aumenta a possibilidade de gravidez de gémeos ou outros múltiplos, se mais do que um embrião for transferido para o útero. A fertilização in vitro exige muitos exames ao sangue e injecções diárias de hormonas.



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Comunicado

 

No âmbito do Plano de Prevenção e Controlo de Infeção por COVID-19, o Grupo Sanfil Medicina encontra-se a ajustar as atividades de saúde nas suas unidades.

 

Este plano tem como objetivos diminuir o risco de exposição de utentes e profissionais e define um conjunto de orientações de modo a que tal possa acontecer.

 

A COVID-19 é uma doença em fase de pandemia que urge combater com todos os recursos disponíveis, pelo que contamos com a colaboração de todos os utentes e profissionais.

 

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