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Incontinência urinária

01 Out Incontinência urinária

Definição


A incontinência urinária — perda de controlo da bexiga — é um problema comum e muitas vezes constrangedor. A gravidade da incontinência urinária varia desde a perda de urina ocasional quando tosse ou espirra a ter uma vontade de urinar tão súbita e forte que não consegue chegar a uma casa de banho a tempo.

Se a incontinência urinária afecta as suas actividades do dia-a-dia, não hesite em consultar o seu médico. Na maioria dos casos, simples alterações no estilo de vida ou um tratamento médico podem aliviar o seu desconforto ou parar a incontinência urinária.


Sintomas


A incontinência urinária é a incapacidade para controlar a libertação de urina da bexiga. Algumas pessoas experimentaram pequenas perdas ocasionais – ou pingos – de urina. Outras molham frequentemente as suas roupas.

Nos tipos de incontinência urinária incluem-se:

  • Incontinência de esforço. Esta é a perda de urina quando exerce pressão – esforço – na bexiga ao tossir, espirrar, rir, fazer exercício ou levantar algum objecto pesado. A incontinência de esforço ocorre quando o músculo do esfíncter da bexiga está enfraquecido, nas mulheres, as alterações físicas resultantes da gravidez, parto e menopausa podem causar incontinência de esforço. Nos homens, a remoção da próstata pode levar à incontinência de esforço.
  • Incontinência de urgência. Trata-se de uma vontade súbita e intensa de urinar, seguida de uma perda involuntária de urina. O músculo da bexiga contrai-se e pode dar-lhe um aviso de apenas alguns segundos até um minuto para chegar a uma casa de banho. Com incontinência de urgência, pode precisar de urinar frequentemente, incluindo durante a noite. A incontinência de urgência pode ser causada por infecções do trato urinário, irritações da bexiga, problemas nos intestinos, doença de Parkinson, doença de Alzheimer, acidente vascular cerebral, lesões, ou danos no sistema nervoso associados à esclerose múltipla. Se não existirem causas conhecidas, a incontinência de urgência é também denominada bexiga hiperactiva,
  • Incontinência por extravasamento. Se frequentemente ou constantemente pingar urina, poderá sofrer de incontinência por extravasamento, que é uma incapacidade para esvaziar a bexiga. Às vezes pode sentir-se como se nunca esvaziasse completamente a bexiga. Quando tenta urinar, pode produzir apenas um fraco fluxo de urina. Este tipo de incontinência pode ocorrer em pessoas com uma bexiga danificada, uretra bloqueada ou lesão nervosa devido a diabetes, esclerose múltipla ou lesões na medula espinal. Nos homens, a incontinência por extravasamento pode também estar associada a problemas na próstata.
  • Incontinência mista. Se experimentar sintomas de mais do que um tipo de incontinência urinária, tais como incontinência de esforço e incontinência de urgência, sofre de incontinência mista.
  • Incontinência funcional. Muitos idosos, especialmente pessoas que estão em lares de 3ª idade, experimentam a incontinência simplesmente porque têm uma incapacidade física ou mental que os impede de irem à casa de banho a tempo. Uma pessoa com artrite grave, por exemplo, pode não conseguir desabotoar as calças suficientemente depressa. Chama-se incontinência funcional.
  • Incontinência total. Esta expressão é usada algumas vezes para descrever a perda contínua de urina, dia e noite, ou a perda incontrolável e periódica de grandes quantidades de urina.

Quando consultar um médico
Poderá sentir-se desconfortável ao discutir a incontinência com o seu médico. Mas se a incontinência for frequente ou estiver a afectar a sua qualidade de vida, será importante procurar aconselhamento médico por várias razões:

  • A incontinência urinária poderá indicar um problema subjacente mais grave, especialmente se estiver associado a sangue na urina.
  • A incontinência urinária poderá estar a obrigá-lo a restringir as suas actividades e a limitar as suas interacções sociais para evitar constrangimentos.
  • A incontinência urinária poderá aumentar o risco das quedas em idosos na medida em que se apressam para irem à casa de banho.

Causas


A incontinência urinária não é uma doença, é um sintoma. Pode ser provocada por hábitos diários, situações clínicas subjacentes ou problemas físicos. Uma avaliação exaustiva feita pelo seu médico pode ajudar a determinar o que está por trás da sua incontinência.

Causas da incontinência urinária temporária
Certos alimentos, bebidas ou medicamentos podem causar incontinência urinária temporária. Uma simples alteração de hábitos pode trazer alívio.

  • Álcool. O álcool actua como um estimulante da bexiga e um diurético, que pode provocar uma necessidade urgente de urinar.
  • Hiperhidratação. Beber muitos líquidos, especialmente num curto período de tempo, aumenta a quantidade de urina com a qual a sua bexiga tem de lidar.
  • Cafeína. A cafeína é um diurético e um estimulante da bexiga que provoca uma necessidade súbita de urinar.
  • Irritação da bexiga. Bebidas gaseificadas, chá e café – com ou sem cafeína – adoçantes artificiais, xarope de milho, alimentos e bebidas ricos em especiarias, açúcares e ácidos, tais como citrinos e tomate, podem irritar a sua bexiga.
  • Medicamentos. Medicamentos para o coração, fármacos para a pressão arterial, sedativos, relaxantes musculares e outros medicamentos podem contribuir para os problemas de controlo da bexiga.
  • As situações clínicas facilmente tratáveis também podem ser responsáveis pela incontinência urinária.
  • Infecção do trato urinário. As infecções podem irritar a bexiga, provocando-lhe uma forte vontade de urinar. Estas necessidades podem resultar em episódios de incontinência, que pode ser o único sinal de aviso de uma infecção do trato urinário. Os outros sinais e sintomas possíveis incluem uma sensação de ardor quando urina e mau-cheiro da urina.
  • Obstipação. O recto localiza-se perto da bexiga e partilha muitos dos mesmos nervos. Fezes duras e compactas no recto fazem com que os nervos fiquem hiperactivos e aumentam a frequência urinária. Além disso, as fezes duras podem interferir por vezes no esvaziar da bexiga, o que pode provocar incontinência por extravasamento.

Causas da incontinência urinária persistente

A incontinência urinária também pode ser uma condição persistente provocada por problemas físicos subjacentes ou alterações, incluindo:

  • Gravidez e parto. As mulheres grávidas podem experimentar incontinência de esforço por causa das alterações hormonais e do aumento de peso do útero em expansão. Além disso, o esforço de um parto vaginal pode enfraquecer os músculos necessários ao controlo da bexiga. As alterações que ocorrem durante o parto também podem danificar os nervos da bexiga e os tecidos de apoio, o que leva um pavimento pélvico descaído (prolapso). Com prolapso, a bexiga, o útero, o recto ou o intestino delgado podem ser empurrados da posição habitual e projectarem-se na vagina. Tais proeminências podem estar associadas à incontinência.
  • Alterações com o envelhecimento. O envelhecimento do músculo da bexiga leva a uma diminuição da capacidade para guardar a urina e a um aumento dos sintomas de bexiga hiperactiva. O risco de uma bexiga hiperactiva aumenta se tiver doença dos vasos sanguíneos, assim, para manter uma boa saúde geral – incluindo deixar de fumar, tratar a hipertensão arterial e manter o peso dentro do limite saudável – pode contribuir a redução dos sintomas de bexiga hiperactiva.

Após a menopausa, as mulheres produzem menos estrogénio, uma hormona que ajuda a manter o revestimento da bexiga e da uretra saudável. Com menos estrogénio, estes tecidos podem deteriorar-se, o que pode agravar a incontinência.

  • Histerectomia. Nas mulheres, a bexiga e o útero estão muito próximos um do outro e são suportados por muitos dos mesmos músculos e ligamentos. Qualquer cirurgia que envolva o sistema reprodutivo da mulher – por exemplo, a remoção do útero (histerectomia) – pode danificar os músculos de suporte do pavimento pélvico, o que pode levar à incontinência.
  • Síndrome da bexiga dolorosa (cistite intersticial). Esta condição crónica provoca micção dolorosa e frequente e, raramente, incontinência urinária.
  • Prostatite. A perda do controlo da bexiga não é um sinal típico de prostatite, que é uma inflamação da próstata – um órgão do tamanho de uma noz situado logo abaixo da bexiga masculina. Mesmo assim, a incontinência urinária surge às vezes, com esta situação comum.
  • Próstata aumentada. Em homens mais velhos, a incontinência decorre geralmente do aumento da próstata, uma situação conhecida também como hiperplasia benigna da próstata (HBP).
  • Cancro da próstata. Nos homens, a incontinência de esforço ou incontinência de urgência podem estar associadas ao cancro da próstata não tratado. No entanto, a incontinência é frequentemente um efeito secundário do tratamento – cirurgia ou radiação – parao cancro da próstata.
  • Cancro da bexiga ou pedras na bexiga. Incontinência, urgência em urinar e ardor na micção podem ser sinais de cancro da bexiga ou pedras na bexiga. Os outros sintomas incluem sangue na urina e dor pélvica.
  • Distúrbios neurológicos. Esclerose múltipla, doença de Parkinson, acidente vascular cerebral, um tumor cerebral ou uma lesão na coluna vertebral podem interferir com os sinais nervosos envolvidos no controlo da bexiga, provocando incontinência urinária.
  • Obstrução. Um tumor em qualquer parte do trato urinário pode bloquear o fluxo normal da urina e provocar incontinência, normalmente a incontinência por extravasamento. Os cálculos urinários – massas duras como pedras que podem formar-se na bexiga – podem ser os responsáveis pela perda de urina. As pedras podem estar presentes nos rins, bexiga e ureteres.

Diagnóstico


  • A incontinência urinária não é uma doença, é um sintoma. Pode ser provocada pelos hábitos diários, situações clínicas subjacentes ou problemas físicos. Uma avaliação exaustiva feita pelo seu médico pode ajudar a determinar o que está por trás da sua incontinência.

    Causas da incontinência urinária temporária
    Certos alimentos, bebidas ou medicamentos podem causar incontinência urinária temporária. Uma simples alteração de hábitos pode trazer alívio.

    • Álcool. O álcool actua como um estimulante da bexiga e um diurético, que pode provocar uma necessidade urgente de urinar.
    • Hiperhidratação. Beber muitos líquidos, especialmente num curto período de tempo, aumenta a quantidade de urina com a qual a sua bexiga tem de lidar.
    • Cafeína. A cafeína é um diurético e um estimulante da bexiga que provoca uma necessidade súbita de urinar.
    • Irritação da bexiga. Bebidas gaseificadas, chá e café – com ou sem cafeína – adoçantes artificiais, xarope de milho, alimentos e bebidas ricos em especiarias, açúcares e ácidos, tais como citrinos e tomate, podem irritar a sua bexiga.
    • Medicamentos. Medicamentos para o coração, fármacos para a pressão arterial, sedativos, relaxantes musculares e outros medicamentos podem contribuir para os problemas de controlo da bexiga.
    • As situações clínicas facilmente tratáveis também podem ser responsáveis pela incontinência urinária.
    • Infecção do trato urinário. As infecções podem irritar a bexiga, provocando-lhe uma forte vontade de urinar. Estas necessidades podem resultar em episódios de incontinência, que pode ser o único sinal de aviso de uma infecção do trato urinário. Os outros sinais e sintomas possíveis incluem uma sensação de ardor quando urina e mau-cheiro da urina.
    • Obstipação. O recto localiza-se perto da bexiga e partilha muitos dos mesmos nervos. Fezes duras e compactas no recto fazem com que os nervos fiquem hiperactivos e aumentam a frequência urinária. Além disso, as fezes duras podem interferir por vezes no esvaziar da bexiga, o que pode provocar incontinência por extravasamento.

    Causas da incontinência urinária persistente
    A incontinência urinária também pode ser uma condição persistente provocada por problemas físicos subjacentes ou alterações, incluindo:

    • Gravidez e parto. As mulheres grávidas podem experimentar incontinência de esforço por causa das alterações hormonais e do aumento de peso do útero em expansão. Além disso, o esforço de um parto vaginal pode enfraquecer os músculos necessários ao controlo da bexiga. As alterações que ocorrem durante o parto também podem danificar os nervos da bexiga e os tecidos de apoio, o que leva um pavimento pélvico descaído (prolapso). Com prolapso, a bexiga, o útero, o recto ou o intestino delgado podem ser empurrados da posição habitual e projectarem-se na vagina. Tais proeminências podem estar associadas à incontinência.
    • Alterações com o envelhecimento. O envelhecimento do músculo da bexiga leva a uma diminuição da capacidade para guardar a urina e a um aumento dos sintomas de bexiga hiperactiva. O risco de uma bexiga hiperactiva aumenta se tiver doença dos vasos sanguíneos, assim, para manter uma boa saúde geral – incluindo deixar de fumar, tratar a hipertensão arterial e manter o peso dentro do limite saudável – pode contribuir a redução dos sintomas de bexiga hiperactiva.
    • Após a menopausa, as mulheres produzem menos estrogénio, uma hormona que ajuda a manter o revestimento da bexiga e da uretra saudável. Com menos estrogénio, estes tecidos podem deteriorar-se, o que pode agravar a incontinência.
    • Histerectomia. Nas mulheres, a bexiga e o útero estão muito próximos um do outro e são suportados por muitos dos mesmos músculos e ligamentos. Qualquer cirurgia que envolva o sistema reprodutivo da mulher – por exemplo, a remoção do útero (histerectomia) – pode danificar os músculos de suporte do pavimento pélvico, o que pode levar à incontinência.
    • Síndrome da bexiga dolorosa (cistite intersticial). Esta condição crónica provoca micção dolorosa e frequente e, raramente, incontinência urinária.
    • Prostatite. A perda do controlo da bexiga não é um sinal típico de prostatite, que é uma inflamação da próstata – um órgão do tamanho de uma noz situado logo abaixo da bexiga masculina. Mesmo assim, a incontinência urinária surge às vezes, com esta situação comum.
    • Próstata aumentada. Em homens mais velhos, a incontinência decorre geralmente do aumento da próstata, uma situação conhecida também como hiperplasia benigna da próstata (HBP).
    • Cancro da próstata. Nos homens, a incontinência de esforço ou incontinência de urgência podem estar associadas ao cancro da próstata não tratado. No entanto, a incontinência é frequentemente um efeito secundário do tratamento – cirurgia ou radiação – para o cancro da próstata.
    • Cancro da bexiga ou pedras na bexiga. Incontinência, urgência em urinar e ardor na micção podem ser sinais de cancro da bexiga ou pedras na bexiga. Os outros sintomas incluem sangue na urina e dor pélvica.
    • Distúrbios neurológicos. Esclerose múltipla, doença de Parkinson, acidente vascular cerebral, um tumor cerebral ou uma lesão na coluna vertebral podem interferir com os sinais nervosos envolvidos no controlo da bexiga, provocando incontinência urinária.
    • Obstrução. Um tumor em qualquer parte do trato urinário pode bloquear o fluxo normal da urina e provocar incontinência, normalmente a incontinência por extravasamento. Os cálculos urinários – massas duras como pedras que podem formar-se na bexiga – podem ser os responsáveis pela perda de urina. As pedras podem estar presentes nos rins, bexiga e ureteres.

Tratamento


O tratamento para a incontinência urinária depende do tipo de incontinência, da gravidade do problema e da causa subjacente. O médico irá recomendar as abordagens mais adequadas ao seu estado. Pode ser necessária uma combinação de tratamentos.

Na maioria dos casos, o médico irá sugerir primeiro tratamentos menos invasivos, por isso, irá primeiro experimentar técnicas comportamentais e fisioterapia e passará para outras opções apenas se estas técnicas falharem.

Técnicas comportamentais
As técnicas comportamentais e as alterações ao estilo de vida funcionam bem em certos tipos de incontinência urinária. Poderão ser o único tratamento de que necessita.

  • Treino da bexiga. O seu médico pode recomendar o treino da bexiga – sozinho ou em conjunto com outras terapêuticas – para controlar a incontinência de urgência e outros tipos de incontinência. O treino da bexiga abrange aprender a atrasar a micção após começar a ter vontade. Pode começar por tentar adiar por 10 minutos sempre que sente vontade de urinar. O objectivo é alongar o tempo entre idas à casa de banho até que esteja a urinar em cada duas a quarto horas.
  • O treino da bexiga também pode envolver a micção dupla – urinar, depois, esperar alguns minutos e tentar novamente. Este exercício pode ajudar a aprender a esvaziar a bexiga mais completamente para evitar a incontinência por extravasamento. Além disso, o treino da bexiga pode envolver a aprendizagem do controlo da urgência em urinar. Quando sente a vontade súbita de urinar, é instruído a descontrair – respirar lenta e profundamente – ou a distrair-se com alguma actividade.
  • Idas programadas à casa de banho. Significa micção cronometrada – ir à casa de banho de acordo com o relógio em vez de esperar pela necessidade de ir. Seguindo esta técnica, irá à casa de banho com base numa rotina planeada – normalmente em cada duas a quatro horas.
  • Gestão de líquidos e dieta. Nalguns casos, pode simplesmente modificar os seus hábitos diários para recuperar o controlo da bexiga. Poderá precisar de cortar ou evitar álcool, cafeína, ou alimentos ácidos. Reduzir o consumo de líquidos, perder peso ou aumentar a actividade física são outras alterações ao estilo de vida que podem eliminar o problema.

Fisioterapia

  • Exercícios para os músculos do pavimento pélvico. Estes exercícios fortalecem o esfíncter urinário e os músculos do pavimento pélvico – os músculos que ajudam a controlar a micção. O seu médico poderá recomendar que faça estes exercícios regularmente. São especialmente eficazes para a incontinência de esforço, mas também podem ajudar na incontinência de urgência.
  • Para fazer exercícios aos músculos do pavimento pélvico (exercícios Kegel), imagine que está a tentar parar o fluxo de urina. Aperte os músculos que iria usar para parar de urinar e mantenha assim enquanto conta até três e repete a contagem.
  • Com os exercícios Kegel, pode ser difícil saber se está a contrair os músculos certos e da forma correcta. Em geral, se sentir uma sensação de puxar quando aperta, está a utilizar os músculos certos. Os homens podem sentir o pénis ligeiramente puxado no sentido do seu corpo. Para verificar novamente que está a contrair os músculos certos, tente fazer os exercícios em frente a um espelho. Se isolar os músculos do pavimento pélvico, os músculos abdominais, das nádegas ou das pernas não devem apertar.
  • Se ainda não tem a certeza de que está a contrair os músculos certos, peça ajuda ao seu médico. O médico pode sugerir-lhe que trabalhe com um fisioterapeuta ou que tente técnicas de biofeedback para o ajudarem a identificar e a contrair os músculos certos. O seu médico pode ainda sugerir cones vaginais, que são pesos que ajudam as mulheres a fortalecerem o pavimento pélvico.
  • Estimulação eléctrica. Neste procedimento, os electrodos são inseridos temporariamente no recto ou vagina para estimularem e fortalecerem os músculos do pavimento pélvico. A estimulação eléctrica suave pode ser eficaz na incontinência de esforço e na incontinência de urgência, mas demora alguns meses e múltiplos tratamentos para resultar.

Medicamentos
Os medicamentos são utilizados muitas vezes em conjunto com técnicas comportamentais. Os fármacos geralmente usados para tratar a incontinência incluem:

  • Anticolinérgicos. Estes medicamentos de prescrição médica acalmam uma bexiga hiperactiva, por isso podem ser úteis na incontinência de urgência. Nesta categoria estão englobados vários medicamentos, incluindo a oxibutinina (Ditropan), tolterodina (Detrol), darifenacina (Enablex), fesoterodina (Toviaz), solifenacina (Vesicare) e tróspio (Sanctura). Os possíveis efeitos secundários destes medicamentos incluem boca seca, prisão de ventre, visão turva e rubor.
  • Estrogénio tópico. A aplicação de uma pequena dose de estrogénio tópico, na forma de um creme vaginal, anel ou penso pode ajudar a tonificar e a rejuvenescer os tecidos nas zonas da uretra e da vagina. Isto pode reduzir alguns dos sintomas de incontinência.
  • Imipramina. A imipramina (Tofranil) é um antidepressivo tricíclico que pode ser utilizado no tratamento da incontinência mista – de urgência e esforço.
  • Duloxetina. O fármaco antidepressivo duloxetina (Cymbalta) é utilizado por vezes no tratamento da incontinência de esforço.

Dispositivos médicos
Estão disponíveis vários dispositivos médicos para ajudar a tratar a incontinência. Foram especificamente concebidos para as mulheres e incluem:

  • Inserção uretral. Este dispositivo descartável parecido com um pequeno tampão é inserido na uretra e actua como um tampão para evitar perdas. É normalmente utilizado para prevenir a incontinência durante uma actividade específica, mas pode ser usado durante todo o dia. As inserções uretrais não se destinam a serem usadas 24 horas por dia. Estão disponíveis com prescrição médica e podem funcionar melhor em mulheres que sofram de incontinência previsível durante certas actividades, tais como jogar ténis. O dispositivo é inserido antes da actividade e retirado antes da micção.
  • Pessário (PES-uh-re). O seu médico pode prescrever um pessário – um anel rígido que insere na vagina e usa todo o dia. O dispositivo ajuda-a a segurar a bexiga, que fica perto da vagina, para evitar a perda de urina. Regularmente precisa retirar o dispositivo para o limpar. Pode beneficiar do pessário se tiver incontinência devida a bexiga ou útero descaídos (prolapso).

Terapias interventivas

  • Injecções de material dilatador. Os agentes dilatadores são materiais, tais como grânulos de zircónio revestidos de carbono (Durasphere), hidroxiapatita de cálcio (Coaptite) ou polidimetilsiloxano (Macroplastique), que são injectados no tecido que rodeia a uretra. Isto ajuda a manter a uretra fechada e reduz a perda de urina. O procedimento – normalmente feito num consultório médico – requer anestesia local e demora cerca de cinco minutos. A desvantagem é que geralmente são necessárias injecções repetidas.
  • Toxina botulínica tipo A. As injecções de onabotulinumtoxinA (Botox) no músculo da bexiga podem beneficiar pessoas com bexiga hiperactiva. Os investigadores descobriram que esta é uma terapêutica promissora, mas a Food and Drug Administration (FDA) ainda não aprovou este fármaco para a incontinência. Estas injecções podem provocar retenção urinária, que é grave o suficiente para exigir o auto-cateterismo. Além disso, são precisas injecções repetidas em cada seis a nove meses.
  • Estimuladores dos nervos. Os estimuladores do nervo sacral podem ajudar a controlar a função da bexiga. O dispositivo que se assemelha a um pacemaker, é implantado por baixo da pele na nádega. É ligado um fio do dispositivo ao nervo sacral – um nervo importante no controlo da bexiga que se estende desde a parte inferior da medula espinal até à bexiga. O dispositivo emite impulsos eléctricos indolores através do fio, que estimulam o nervo e ajudam a controlar a bexiga. Foi aprovado outro dispositivo para o tratamento dos sintomas da bexiga hiperactiva, o estimulador do nervo tibial. Em vez de estimular directamente o nervo sacral, este dispositivo utiliza um electrodo colocado debaixo da pele para distribuir impulsos eléctricos ao nervo tibial no tornozelo. Estes impulsos eléctricos deslocam-se através do nervo tibial para o nervo sacral, onde ajudam a controlar os sintomas da bexiga hiperactiva.

Cirurgia
Têm sido desenvolvidos diversos procedimentos cirúrgicos para corrigir os problemas que provocam a incontinência urinária, se outros tratamentos não resultarem.

Alguns dos procedimentos comuns mais usados incluem:

  • Procedimentos das faixas. Um procedimento de faixa utiliza tiras de tecido do seu corpo, material sintético ou malha para criar uma faixa pélvica ou uma rede à volta do colo da bexiga e da uretra. A faixa ajuda a manter a uretra fechada, especialmente quando tossir ou espirrar. Existem muitos tipos faixas, incluindo livre de tensão, regulável e convencional.
  • Suspensão do colo da bexiga. Este procedimento destina-se a apoiar a uretra e o colo da bexiga – uma zona de músculo espesso que liga a bexiga à uretra. Implica uma incisão abdominal, por isso é feita com anestesia geral ou espinal.
  • Esfíncter urinário artificial. Este pequeno dispositivo é particularmente útil para homens que têm esfíncteres urinários debilitados devido a tratamentos ao cancro a próstata ou a uma próstata dilatada. Com a forma de um donut, o dispositivo é implantado à volta do colo da bexiga. O anel cheio de líquido mantém o esfíncter urinário bem fechado até que esteja preparado para urinar. Para urinar, pressione uma válvula implantada sob a pele o que faz com que o anel esvazie e permita o fluxo da urina da bexiga.

Absorventes e cateteres
Se os tratamentos médicos não puderem eliminar completamente a incontinência – ou se precisar de ajuda até um tratamento começar a fazer efeito – pode experimentar produtos que ajudam a aliviar o desconforto e o inconveniente da perda de urina.

  • Pensos e roupas de protecção. Estão disponíveis vários absorventes para o ajudar a controlar a perda de urina. A maioria dos produtos não tem mais volume do que a sua roupa interior normal, e pode usá-los facilmente por baixo da roupa do dia-a-dia. Homens que tenham problemas de pingos de urina podem usar colectores de urina – uma pequena bolsa absorvente que é usada no pénis e mantida no lugar ajustada à roupa interior. Homens e mulheres podem usar fraldas para adultos, pensos, absorventes ou pensos diários, que podem ser comprados em farmácias, supermercados e lojas de material hospitalar.
  • Cateter. Se é incontinente porque a sua bexiga não esvazia devidamente, o seu médico pode recomendar que aprenda a inserir um tubo flexível (cateter) na uretra várias vezes ao dia para drenar a bexiga (auto-cateterismo intermitente). Isso deve dar-lhe mais controlo sobre a perda, especialmente se sofre de incontinência por extravasamento. Será instruido sobre como limpar estes cateteres para uma reutilização segura.


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