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Escoliose

01 Out Escoliose

Definição


A escoliose é um desvio da coluna vertebral que ocorre, frequentemente, durante o período de crescimento que antecede a puberdade. Embora a escoliose possa ter na sua origem a paralisia cerebral ou distrofia muscular, a maioria dos casos de escoliose é de causa desconhecida.

Grande parte dos casos apresenta uma escoliose ligeira, mas algumas crianças desenvolvem deformidades na coluna que se vão agravando durante o seu crescimento. Uma escoliose grave pode ser incapacitante. Um desvio grave na coluna vertebral poderá reduzir o espaço no peito, dificultando o normal funcionamento dos pulmões.

As crianças com uma escoliose ligeira são seguidas de perto, normalmente com recurso a raios-X, para verificar que o desvio não se está a acentuar. Em muitos casos, não é necessário tratamento. Algumas crianças terão de usar um colete ortopédico para evitar o acentuar do desvio da coluna, outras poderão precisar de cirurgia para evitar o agravamento da escoliose e para corrigir casos graves.


Sintomas


Sintomas de escoliose:

  • Ombros desnivelados;
  • Uma omoplata poderá estar mais proeminente do que a outra;
  • Cintura desnivelada;
  • Uma anca mais elevada do que outra.

Se o desvio da escoliose se agravar, a coluna irá rodar ou torcer, além de sofrer um desvio de um lado ao outro, o que fará com que as costelas de um lado fiquem mais salientes do que as outras. Uma escoliose grave poderá provocar dores de costas e dificuldade de respiração.

Quando consultar um médico
Consulte o médico no caso de detectar sintomas de escoliose no seu filho. Todavia, poderão desenvolver-se desvios ligeiros sem que os pais ou criança disso se apercebam, pois surgem de forma gradual e, normalmente, não provocam dor. Ocasionalmente, os professores, amigos ou colegas de equipa são os primeiros a aperceber-se da escoliose na criança.


Causas


Os médicos desconhecem o que provoca o tipo mais comum de escoliose, embora pareça implicar factores hereditários, dado que a condição tende a ser partilhada por vários membros da família. Os tipos menos comuns de escoliose poderão ser provocados por:

  • Condições neuromusculares, tais como paralisia cerebral ou distrofia muscular;
  • Defeitos de nascença, que afectam o desenvolvimento dos ossos da coluna;
  • Lesões ou infecções da coluna.

Diagnóstico


  • O médico, inicialmente, irá analisar com detalhe o historial médico e poderá fazer perguntas sobre o crescimento recente. Durante o exame físico, o médico poderá pedir ao seu filho que se ponha de pé e se dobre para a frente, a partir da cintura, com os braços pendentes, para verificar se as costelas são proeminentes de um dos lados.

    O médico poderá pedir igualmente um exame neurológico para detectar:

    • Fraqueza muscular;
    • Dormência;
    • Reflexos anormais.

    Exames imagiológicos

    Um raio-X poderá confirmar o diagnóstico de escoliose e revelar a gravidade do desvio da coluna. Se o médico suspeitar que a existência de uma condição subjacente, p. ex., um tumor, está a provocar a escoliose, poderá recomendar exames imagiológicos adicionais, como sejam:

    • Ressonância magnética (RM). A RM recorre a ondas rádio e forte campo magnético para produzir imagens de ossos e tecidos moles em grande detalhe;
    • Tomografia axial computorizada (TAC). Os exames TAC combinam raios-X realizados a partir de várias direcções para produzir imagens mais detalhadas do que um simples raio-X;
    • Tomografias aos ossos. As tomografias aos ossos implicam a injecção de material radioactivo que circula até às partes lesionadas dos ossos ou até às que se encontram em processo de cicatrização.

Tratamento


A maior parte das crianças com escoliose apresenta ligeiros desvios e provavelmente não precisa de tratamento com colete ortopédico ou cirurgia. As crianças com uma escoliose ligeira poderão ter de realizar check-ups a cada quatro ou seis meses para verificar se não houve nenhuma alteração no desvio da coluna.

Embora existam directrizes para desvios ligeiros, moderados e graves, a decisão para iniciar o tratamento é sempre tomada de acordo com cada caso particular. Factores a considerar:

  • Género. As raparigas apresentam um maior risco de agravamento do que os rapazes;
  • Severidade do desvio. Desvios mais acentuados têm tendência a agravar-se com o tempo;
  • Padrão do desvio. Desvios duplos, também conhecidos como desvios em S, têm mais tendência a agravar-se do que os desvios em C;
  • Localização do desvio. Os desvios situados na secção central (torácica) da coluna pioram mais com o tempo do que os desvios nas secções superiores ou inferiores da coluna;
  • Maturidade. Se os ossos da criança pararam o seu crescimento, o risco de acentuação do desvio é reduzido. Isso significa igualmente que o colete é mais eficaz em crianças cujos ossos ainda estão em formação.

Coletes ortopédicos
Se os ossos do seu filho ainda estão em crescimento e ele tem uma escoliose ligeira, o seu médico poderá recomendar o uso de um colete ortopédico. O uso do colete ortopédico não irá curar a escoliose, ou reverter o desvio, mas normalmente previne o seu agravamento.

A maior parte dos coletes ortopédicos é usada de dia e de noite. A eficácia do colete ortopédico aumenta com o número de horas por dia que é usado. As crianças que usam o colete ortopédico podem participar na maioria das actividades e têm poucas restrições. Se necessário, poderão tirar o colete para participar em actividades desportivas ou noutro tipo de actividades físicas.

O colete ortopédico deixa de ser usado no momento em que os ossos param de crescer. Isto normalmente ocorre:

  • Dois anos após a menstruação das raparigas;
  • Quando os rapazes começam a fazer a barba todos os dias;
  • Quando já não se registam alterações na altura.

Há dois tipos de coletes ortopédicos:

  • Colete infra-axilar. Este tipo de colete é feito de materiais plásticos modernos e é moldado de forma que se ajuste ao corpo. Também conhecido como órtese tóraco-lombo-sacra, este colete ajustado é quase invisível sob as roupas, pois encaixa por baixo dos braços e à volta das costelas, base da coluna e ancas. Os coletes infra-axilares não são eficazes para curvaturas na parte superior da coluna ou pescoço;
  • Colete Milwaukee. Este colete que cobre totalmente o tronco tem um anel cervical e apoio para queixo e parte de trás da cabeça. O colete tem uma barra à frente e duas atrás. Devido ao seu volume, os coletes Milwaukee normalmente só são usados em situações em que o colete infra-axilar não é uma opção.

Cirurgia
A escoliose grave, regra geral, piora com o tempo, pelo que o seu médico poderá sugerir cirurgia para diminuir o desvio da coluna e prevenir a sua acentuação. A fusão espinhal é a cirurgia mais amplamente realizada para a escoliose.

Na fusão espinhal, os cirurgiões unem dois ou mais ossos na coluna (vértebras), para que não se possam mover de forma independente. São colocados pedaços de osso ou material semelhante ao osso entre as vértebras. Essa parte da coluna é mantida vertical e imóvel, normalmente com recurso a hastes metálicas, ganchos, parafusos ou arames, durante o tempo que dura a fusão do material ósseo antigo com o novo.

A cirurgia é geralmente adiada até aos ossos da criança pararem de crescer. Caso a escoliose progrida rapidamente na criança pequena, os cirurgiões poderão aplicar uma haste ajustável em altura que acompanhe o seu crescimento. Esta haste ajustável é fixada às secções superiores e inferiores da curvatura da coluna e, geralmente, é aumentada a cada seis meses.

Entre as complicações decorrentes da cirurgia à coluna nomeamos, hemorragia, infecção, dor ou lesão do nervo. Raramente se registam casos em que o osso não cicatriza e é necessária nova cirurgia.



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Comunicado

 

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Este plano tem como objetivos diminuir o risco de exposição de utentes e profissionais e define um conjunto de orientações de modo a que tal possa acontecer.

 

A COVID-19 é uma doença em fase de pandemia que urge combater com todos os recursos disponíveis, pelo que contamos com a colaboração de todos os utentes e profissionais.

 

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