Unidades

Casa de Saúde de Santa Filomena

 Coimbra

 +351 239 851 650

Laboratório D. Diniz

 Coimbra

 +351 239 835 936

Centro de Diagnóstico e Tratamento Integrado

 Coimbra

  +351 239 701 627

Diaton

 Coimbra

 +351 239 851 650

Clínica Radiológica Peito Cruz

 Coimbra

 +351 239 828 626

Centro de Radiologia da Figueira da Foz

 Figueira da Foz

 +351 233 422 593

Imalis

 Leiria

 +351 244 831 921

Centro Hospitalar de S. Francisco

 Leiria

 +351 244 819 300

Clínica da Lousã

 Lousã

 +351 239 073 910/1

Imagran

 Marinha Grande

 +351 244 569 084

Nefrovales

 São Martinho

 +351 239 813 318

Depressão

02 Out Depressão

Definição


Depressão é uma doença médica que provoca um sentimento persistente de tristeza e perda de interesse. A depressão também pode provocar sintomas físicos.

Também chamada de transtorno depressivo maior, perturbação depressiva major e depressão clínica, afecta a forma como você se sente, pensa e comporta. A depressão pode originar vários problemas emocionais e físicos. Pode ter problemas a fazer actividades normais do quotidiano, e a depressão pode fazer com que sinta que não vale a pena viver.

Mais do que apenas uma tristeza, a depressão não é uma fraqueza, nem é algo de que pode simplesmente “sair”. A depressão é uma doença crónica que normalmente exige tratamento a longo prazo, como a diabetes ou tensão arterial alta. Mas não perca a coragem. A maioria das pessoas com depressão sente-se melhor com medicação, aconselhamento médico ou outro tratamento.


Sintomas

Os sintomas da depressão incluem:

  • Sentimentos de tristeza ou infelicidade
  • Irritabilidade ou frustração, mesmo por pequenos pormenores.
  • Perda de interesse ou prazer em actividades normais
  • Desejo sexual reduzido
  • Insónias ou excesso de sono
  • Alterações no apetite – a depressão normalmente provoca falta de apetite e de peso, mas em algumas pessoas provoca aumento de desejo por alimentos e ganho de peso.
  • Agitação ou inquietação – por exemplo, andar de um lado para o outro, abanar os braços ou impossibilidade de estar quieto
  • Irritabilidade ou ataques de raiva
  • Pensamento, fala ou movimentos corporais lentos
  • Indecisão, distracção e diminuição da concentração
  • Fadiga, cansaço e perda de energia – mesmo pequenas tarefas podem parecer precisar de imenso esforço
  • Sentimentos de inutilidade ou culpa, fixação em falhanços passados ou culpabilização quando as coisas não correm bem
  • Problemas em pensar, concentrar-se, tomar decisões e lembrar-se de coisas
  • Pensamentos frequentes de morte, morrer ou suicídio
  • Ataques de choro por nenhum motivo aparente
  • Problemas físicos inexplicáveis, como dor de costas ou dores de cabeça

Para algumas pessoas, os sintomas de depressão são tão graves que é óbvio que algo está errado. Outras pessoas sentem-se geralmente miseráveis ou tristes sem realmente saberem porquê.

A depressão afecta cada pessoa de formas diferentes, portanto os sintomas causados pela depressão variam de pessoa para pessoa. Traços herdados, idade, género e base cultural, são tudo aspectos com uma função importante na forma como a depressão o pode afectar.

Sintomas de depressão em crianças e adolescentes
Os sintomas comuns da depressão podem ser um pouco diferentes nas crianças e adolescentes dos sintomas em adultos.

  • Em crianças, os sintomas de depressão podem incluir tristeza, irritabilidade, desespero e preocupação.
  • Os sintomas em adolescentes e jovens podem incluir ansiedade, raiva e evitar interacção social.
  • As alterações no pensamento e sono são sinais comuns de depressão em adolescentes e adultos, mas não são tão comuns em crianças.
  • Em crianças e jovens, a depressão ocorre frequentemente em conjunto com problemas de comportamento e outras condições de saúde mental, como ansiedade ou transtorno do déficit de atenção com hiperactividade (TDAH).
  • Os trabalhos escolares podem ser afectados em crianças que estão deprimidas.

Sintomas de depressão em adultos
A depressão não é uma parte normal de envelhecer, e a maioria das pessoas idosas sente-se satisfeita com as suas vidas. Porém, a depressão pode e ocorre em adultos. Infelizmente, muitas vezes não é diagnosticada nem tratada. Vários adultos com depressão sentem-se relutantes a procurar ajuda quando não se sentem bem.

  • Em adultos mais velhos, a depressão pode não ser diagnosticada, porque os sintomas – por exemplo, fadiga, perda de apetite, problemas de sono ou perda de interesse em sexo – podem parecer ser causados por outros problemas.
  • Os adultos mais velhos com depressão podem ser sintomas menos óbvios. Podem sentir-se insatisfeitos com a vida em geral, aborrecidos, sem esperança ou sem valor. Podem querer sempre estar em casa em vez de saírem para socializar ou fazer novas actividades.
  • Pensamentos ou sentimentos suicidas em adultos mais velhos são um sinal de depressão grave que nunca deve ser tomada de forma leviana, especialmente nos homens. De todas as pessoas com depressão, os homens adultos mais velhos são aqueles em maior risco de suicídio.

Quando consultar um médico
Caso se sinta deprimido, marque uma consulta para ver o seu médico assim que puder. Os sintomas de depressão podem não melhorar por si só – e a depressão pode piorar se não for tratada. A depressão não tratada pode provocar outros problemas de saúde mental e física ou problemas em outras áreas da sua vida. Os sentimentos de depressão também podem levar ao suicídio.

Se estiver relutante a procurar tratamento, fale com um amigo ou familiar, um médico ou conselheiro, ou até alguém em quem confie.

Se tiver pensamentos suicidas
Se você ou alguém que conhecer tiver pensamentos suicidas, obtenham ajuda imediatamente. Aqui estão alguns passos que pode tomar:

  • Contacte um membro da família ou amigo.
  • Procure ajuda no seu médico, um médico de saúde mensal ou outro profissional de saúde.
  • Contacte um padre, líder espiritual ou alguém da sua comunidade de fé.

Quando obter ajuda de emergência
Se achar que se pode magoar a si mesmo ou tentar suicídio, ligue o 112 ou o número de emergência local imediatamente. Se tiver um ente querido que se tenha magoado a si próprio ou esteja a pensar seriamente em fazê-lo, certifique-se de que está sempre alguém com ele. Leve-o ao hospital ou ligue para obter ajuda de emergência.



Causas


Não é conhecido o que exactamente provoca a depressão. Como com a maioria das doenças mentais, parece que vários factores podem estar envolvidos. Esses factores incluem:

  • Diferenças biológicas. Pessoas com depressão parecem ter alterações físicas nos seus cérebros. A importância dessas alterações ainda não é certa, mas pode ajudar eventualmente a indicar as causas.
  • Neurotransmissores. Estes químicos que normalmente ocorrem no cérebro estão ligados ao humor e pensa-se que têm uma função directa com a depressão.
  • Hormonas. As alterações no equilíbrio das hormonas do corpo podem estar envolvidas na causa ou despoletar da depressão. As alterações das hormonas podem resultar de problemas da tiróide, menopausa ou um número de outras condições.
  • Traços herdados. A depressão é mais comum em pessoas cujos membros familiares biológicos também apresentam esta condição. Investigadores têm tentado encontrar os genes que podem estar envolvidos com a causa da depressão.
  • Eventos da vida. Determinados eventos, como a morde ou perda de um ente querido, problemas financeiros, e tensão elevada podem desencadear a depressão em algumas pessoas.
  • Trauma na infância. Eventos traumáticos durante a infância, como abuso ou perda de um dos pais, pode provocar alterações permanentes no cérebro que o tornam mais susceptível a depressão.

Diagnóstico


Devido à depressão ser comum e muitas vezes não ser diagnosticada, alguns médicos e profissionais de saúde podem fazer-lhe perguntas sobre o seu humor e pensamentos durante visitas médicas de rotina. Podem até pedir-lhe para preencher um breve questionário para ajudar a procurar sintomas de depressão.

Quando os médicos suspeitam que alguém está deprimido, normalmente fazem várias perguntas e podem realizar testes médicos e psicológicos. Estes podem ajudar a excluir outros problemas que podem estar a provocar os seus sintomas, indicar um diagnóstico e também procurar quaisquer complicações relacionadas. Esses exames e testes geralmente incluem:

  • Exame físico. Este pode incluir medir a altura e peso; verificar os sinais vitais, como ritmo cardíaco, pressão arterial e temperatura; ouvir o seu coração e pulmões; e examinar o abdómen.
  • Testes de laboratório. Por exemplo, o seu médico pode fazer-lhe um teste sanguíneo chamado hemograma ou testar a sua tiróide, para se certificar de que está a funcionar correctamente.
  • Avaliação psicológica. Para verificar sinais de depressão, o seu médico ou profissional de saúde mental irá falar consigo sobre os seus pensamentos, sentimentos e padrões comportamentais. Irá perguntar-lhe em relação aos seus sintomas e se já teve episódios semelhantes no passado. Você irá também discutir com ele quaisquer pensamentos que tenha de suicídio ou de auto-flagelação. O seu médico pode pedir-lhe para preencher um questionário para ajudar a responder a estas questões.

Critérios de diagnóstico da depressão
Para ser diagnosticado com depressão maior, você tem de responder aos critérios de sintomas apresentados no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM)). Este manual é publicado pela Associação Psiquiátrica Americana e é utilizado pelos profissionais de saúde mental para diagnosticar as condições mentais e por seguradoras para reembolsar o tratamento.

Para ser diagnosticado com depressão maior, deve ter cinco ou mais dos seguintes sintomas durante o período de duas semanas. Pelo menos um dos sintomas deve ser um humor deprimido ou perda de interesse ou prazer. Os sintomas podem basear-se nos seus próprios sentimentos ou ser baseados nas observações de outra pessoa. Incluem:

  • Humor deprimido durante a maior parte do dia, praticamente todos os dias, como sentir-se triste, vazio ou choroso (em crianças e adolescentes, o humor deprimido pode aparecer como irritabilidade constante)
  • Interesse diminuído ou sentimento de nenhum prazer em todas – ou quase todas – as actividades durante a maior parte do dia, todos os dias.
  • Perda de peso significativa quando não está de dieta, ganho de peso ou diminuição ou aumento do apetite quase todos os dias (em crianças, espera-se que não ganhar peso seja um sinal de depressão)
  • Insónias ou desejo crescente de dormir praticamente todo o dia
  • Comportamento quer inquieto ou lento que pode ser observado por outros
  • Fadiga ou perda de energia praticamente todos os dias
  • Sentimentos de desespero ou culta excessiva ou inapropriada quase todos os dias
  • Problema a tomar decisões ou problemas em pensar ou concentrar-se quase todos os dias
  • Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio ou tentativa de suicídio
  • Para ser considerado depressão maior:
  • Os seus sintomas não se devem a um episódio misto – mania simultânea e depressão que pode ocorrer por distúrbio bipolar.
  • Os sintomas devem ser graves o suficiente para causar problemas perceptíveis nas actividades do dia-a-dia, como trabalho, escola, actividades sociais ou relacionamentos com outros
  • Os sintomas não se devem a efeitos directos de outra coisa, como abuso de drogas, tomar um medicamento ou ter uma condição médica como hipotiroidismo
  • Os sintomas não são provocados por luto, como tristeza temporária após a perda de um ente querido

Outras condições que provocam sintomas de depressão
Existem várias outras condições com sintomas que podem incluir a depressão. É importante receber um diagnóstico preciso para poder receber o tratamento adequado para a sua condição em específico. A avaliação do seu médico ou profissional de saúde mental irá ajudar a determinar se os seus sintomas de depressão são causados por uma das seguintes condições:

  • Distúrbio de ajuste. Um distúrbio de ajuste é uma reacção emocional grave a um evento difícil na sua vida. É um tipo de doença mental relacionada com a tensão que pode afectar os seus sentimentos, pensamentos e comportamento.
  • Distúrbio bipolar. Este tipo de depressão é caracterizado por alterações de humor que vão de altos a baixos. Por vezes é difícil distinguir entre distúrbio bipolar e depressão, mas é importante obter um diagnóstico exacto de modo a poder receber o tratamento e os medicamentos correctos.
  • Ciclotimia. Ciclotimia, também denominada de distúrbio do humor é uma forma mais ligeira do distúrbio bipolar.
  • Distimia. Distimia é uma forma de depressão menos grave mas mais crónica. Enquanto normalmente não é incapacitante, a distimia pode impedi-lo de funcionar normalmente na sua rotina diária e de viver a vida ao máximo.
  • Depressão pós-parto. Este é um tipo de depressão comum que ocorre em mães recentes. Normalmente ocorre entre duas semanas e seis meses após o parto.
  • Depressão psicótica. É uma depressão grave, acompanhada por sintomas psicóticos, como ilusões ou alucinações.
  • Transtorno afectivo estacional. Este tipo de depressão está relacionado com as alterações das estações e exposição reduzida à luz solar.

Certifique-se de que entende que tipo de depressão tem, de modo a poder saber mais sobre a sua situação específica e o seu tratamento.


Tratamento


Existem vários tratamentos para a depressão. Os medicamentos e aconselhamento psicológico (psicoterapia) são bastante eficazes para a maioria das pessoas.

Em alguns casos, um médico de cuidados primários pode receitar-lhe medicamentos para aliviar os sintomas da depressão. Porém, várias pessoas precisam de consultar um médico especialista no diagnóstico e tratamento de condições de saúde mental (psiquiatra). Várias pessoas com depressão também beneficiam de consultar um psicólogo ou outro conselheiro de saúde mental. Normalmente, o tratamento mais eficaz para a depressão é uma combinação de medicamentos e de psicoterapia.

Se tiver uma depressão grave, um médico, ente querido ou tutor pode ter de orientar o seu cuidado até que você se sinta bem o suficiente para participar na tomada de decisões. Pode precisar de ser internado, ou ter de participar num programa de tratamento em ambulatório até os seus sintomas melhorarem.

Apresentamos aqui uma observação mais próxima das opções de tratamento para a sua depressão.

Medicamentos
Existem vários medicamentos antidepressivos para tratar a depressão. Existem diferentes tipos de antidepressivos. Os antidepressivos normalmente estão categorizados pela forma como afectam os químicos que ocorrem naturalmente no seu cérebro para alterar o seu humor.

Os tipos de antidepressivos incluem:

  • Inibidores selectivos de recaptação da serotonina (SSRI). Vários médicos iniciam o tratamento da depressão ao receitar um SSRI. Esses medicamentos são mais seguros e geralmente provocam menos efeitos secundários aborrecidos do que outros tipos de antidepressivos. Os SSRI incluem fluoxetina (Prozac), paroxetina (Paxil), sertralina (Zoloft), citaliprama (Celexa) e escitaloprama (Lexapro). Os efeitos secundários mais comuns incluem diminuição do desejo sexual e atraso no orgasmo. Outros efeitos secundários podem desaparecer à medida que o seu corpo se ajusta à medicação. Podem incluir problemas digestivos, tremores, inquietação, dores de cabeça e insónias.
  • Inibidores selectivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina (SNRI). Estes medicamentos incluem a duloxetina (Cimbalta), venlafaxina (Effexor XR) e desvenlafaxina (Pristiq). Os efeitos secundários são semelhantes aos provocados pelos SSRI. Esses medicamentos podem provocar aumento de suores, boca seca, ritmo cardíaco acelerado e obstipação.
  • Inibidores da recaptação de noradrenalina-dopamina (NDRI). O bupropion (Wellbutrin) cai nesta categoria. É um dos poucos antidepressivos que não provoca efeitos secundários sexuais. Em doses elevadas, o bupropion pode aumentar o risco de ter convulsões.
  • Antidepressivos atípicos. Esses medicamentos são chamados atípicos, porque não se encaixam bem em outra categoria de antidepressivos. Incluem a trazodona (Oleptro) e mirtazapina (Remeron). Ambos estes antidepressivos são sedativos e são normalmente tomados durante a noite. Em alguns casos, um destes medicamentos é adicionado a outros antidepressivos para ajudar a dormir. O mais recente medicamento nesta classe de medicamentos é o vilazodona (Viibryd). O vilazodona tem um baixo risco de efeitos secundários sexuais. Os efeitos secundários mais comuns associados com o vilazodona são diarreia, náuseas, vómitos e insónias.
  • Antidepressivos tricíclicos. Esses antidepressivos têm sido utilizados durante anos e são geralmente tão eficazes como os medicamentos mais recentes. Mas por tenderem a ter inúmeros e efeitos secundários mais graves, um antidepressivo tricíclico geralmente não é receitado excepto se primeiro tiver experimentado um SSRI sem melhorias na sua depressão. Os efeitos secundários podem incluir boca seca, visão turva, obstipação, retenção urinária, ritmo cardíaco acelerado e confusão. Os antidepressivos tricíclicos são também conhecidos por provocar ganho de peso.
  • Inibidores da monoamina oxidase (MAOI). Os MAOI – como tranilcipromina (Parnate) e fenelzina (Nardil) – são normalmente receitados em último recurso, quando nenhum outro medicamento funcionou. Isso deve-se ao facto de os MAOI puderem ter efeitos secundários graves e prejudiciais. Exigem uma dieta restrita devido às interacções perigosas (ou até fatais) com alimentos, como determinados queijos, picles e vinhos e alguns medicamentos, incluindo descongestionantes. Selegilina (Emsam) é um MAOI recente que espeta na pele como um penso em vez de ingerir. Pode causar menos efeitos secundários que outros MAOI. Esses medicamentos não podem ser combinados com SSRI.
  • Outras estratégias medicamentosas. O seu médico pode sugerir outros medicamentos para tratar a sua depressão. Podem incluir estimulantes, medicamentos estabilizadores do humor, medicamentos anti-ansiedade ou medicamentos anti-psicóticos. Em alguns casos, o seu médico pode recomendar combinar dois ou mais antidepressivos ou outros medicamentos para obter um melhor efeito. Esta estratégia é conhecida como aumento.

Encontrar a medicação correcta
Todas as pessoas são diferentes, portanto encontrar a medicação ou medicações correcta para si provavelmente irá precisar de alguma tentativa e erro. Isto requer paciência, uma vez que alguns medicamentos exigem oito ou mais semana para ter o total efeito e para os efeitos secundários acalmarem, à medida que o seu corpo se ajusta. Se tiver efeitos secundários incómodos, não pare de tomar o antidepressivo sem falar primeiro com o seu médico. Alguns antidepressivos podem provocar sintomas de abstinência excepto se reduzir lentamente a dose e parar repentinamente pode piorar repentinamente a sua depressão. Não desista até encontrar um antidepressivo ou medicamento que é adequado a si – provavelmente irá encontrar um que funciona e que não tem efeitos secundários intoleráveis.

Se o tratamento de antidepressivos parecer não estar a funcionar, o seu médico pode recomendar uma análise sanguínea para verificar genes específicos que afectam a forma como o seu corpo utiliza os antidepressivos. O teste do genótipo citocromo P450 (CYP450) é um exemplo deste tipo de exame. Os testes genéticos deste tipo podem ajudar a prever o quão bem o seu corpo pode ou não processar (metabolizar) um medicamento. Isto pode ajudar a identificar qual o antidepressivo que pode ser uma boa escolha para si. Estes testes genéticos não estão muito disponíveis, portanto são uma opção apenas para quem tem acesso a uma clínica que os oferece.

Antidepressivos e gravidez
Se estiver grávida ou a amamentar, alguns antidepressivos podem ser um risco de saúde aumentado para o seu bebé por nascer ou recém-nascido. Fale com o seu médico se engravidar ou estiver a planear engravidar.

Antidepressivos e maior risco de suicídio
Apesar da maioria dos antidepressivos serem geralmente seguros, tenha cuidado quando os toma. A Administração de Alimentos e Medicamentos (Food and Drug Administration (FDA)) exige agora que todos os medicamentos antidepressivos apresentem aviso de caixa preta. Estas são as advertências mais rígidas que a FDA pode emitir para medicamentos de receita.

Os avisos de antidepressivos indicam em alguns casos que crianças, adolescentes e jovens adultos com menos de 25 anos podem ser um aumento de pensamentos ou comportamentos suicidas quando tomam antidepressivos, especialmente nas primeiras semanas depois de começar um antidepressivo ou quando a dose é alterada. Devido a estes risco, as pessoas nestas faixas etárias devem ser monitorizadas de perto pelos entes queridos, prestadores de cuidados e profissionais de saúde enquanto tomam antidepressivos. Se você – ou alguém que conhece – tiver pensamentos suicidas quando toma um antidepressivo, contacte imediatamente o seu médico ou obtenha ajuda de emergência.

Novamente, certifique-se de que entende os riscos dos vários antidepressivos. Ao trabalharem em conjunto, você e o seu médico podem explorar as opções para controlar os sintomas de depressão.

Psicoterapia
O aconselhamento psicológico é outro tratamento essencial para a depressão. A psicoterapia é um termo geral para uma forma de tratar a depressão ao falar sobre a sua condição e os problemas relacionados com um profissional de saúde mental. A psicoterapia é também conhecida como terapia, terapia da fala, aconselhamento ou terapia psicossocial.

Através destas sessões de fala, irá saber mais sobre as causas de depressão, de modo a poder melhor entendê-la. Também aprende como identificar e realizar alterações em comportamentos ou pensamentos pouco saudáveis, explorar relacionamentos e experiências, encontrar melhores formas de lidar e resolver problemas, e definir objectivos realísticos para a sua vida. A psicoterapia pode ajudá-lo a recuperar uma sensação de felicidade e de controlo na sua vida e ajudar a aliviar os sintomas de depressão, como desespero e raiva. Também pode ajudá-lo a ajustar-se a uma crise ou a outra dificuldade do momento.

Existem vários tipos de psicoterapia que são eficazes para a depressão. A terapia comportamental cognitiva é uma das terapias utilizadas com mais frequência. Este tipo de terapia ajuda-o a identificar as crenças e comportamentos negativos e substituídos com crenças e comportamentos positivos. Baseia-se na ideia de que os seus próprios pensamentos – não os de outras pessoas ou situações – determinam como você se sente ou comporta. Mesmo se uma situação indesejada não se alterar, você pode alterar a forma como pensa e comportar-se de uma forma positiva. A terapia interpessoal e a psicoterapia psicodinâmica são outros tipos de aconselhamento comummente utilizados para tratar a depressão.

Terapia electroconvulsiva (ECT)
Na ECT, correntes eléctricas passam pelo seu cérebro. Pensa-se que este procedimento afecta níveis dos transmissores no seu cérebro. Apesar da maioria das pessoas não serem muito susceptíveis a ECT e aos seus efeitos secundários, normalmente oferece alívio imediato até em depressão grave quando outros tratamentos não funcionam. Não é claro como esta terapia alivia os sinais e sintomas da depressão. O efeito secundários mais comum é a confusão, que pode durar entre vários minutos a várias horas. Algumas pessoas sofrem também perda de memória, que normalmente é temporária.

A ECT é normalmente utilizada para pessoas que não melhoram com os medicamentos e pessoas com elevado risco de suicídio. A ECT pode ser uma opção no caso de ter uma depressão grave quando está grávida e não pode tomar os medicamentos normais. Também pode ser um tratamento eficaz para adultos mais vezes que apresentam depressão grave e não podem tomar antidepressivos por motivos de saúde.

Hospitalização e programas de tratamento residencial
Em algumas pessoas, a depressão é tão grave que é preciso serem hospitalizadas. A hospitalização de pacientes pode ser necessária se você não poder tomar conta de si mesmo correctamente ou quando está em perigo imediato de se magoar ou a outra pessoa. Obter tratamento psiquiátrico num hospital pode ajudar a mantê–lo calmo e seguro até o seu humor melhorar. A hospitalização parcial ou programas de tratamento diurnos também são úteis para algumas pessoas. Esses programas apresentam o apoio e aconselhamento de que você precisa enquanto controla os seus sintomas.

Outros tratamentos para a depressão
Se o tratamento normal para a depressão não tiver sido eficaz, o seu psiquiatra pode ponderar se você poderá beneficiar de um procedimento menos comum, como:

  • Estimulação do nervo vago. Este tratamento utiliza impulsos eléctricos com um gerador de impulsos implantado cirurgicamente para afectar os centros de humor do cérebro. Pode ser uma opção no caso de você ter depressão crónica, resistente ao tratamento.
  • Estimulação magnética transcraniana. Esses tratamentos utilizam potentes campos magnéticos para alterar a actividade do cérebro. Uma bobina electromagnético grande é mantida contra o seu couro cabeludo, perto da testa para produzir uma corrente eléctrica no seu cérebro. A estimulação magnética transcraniana pode ser uma opção para quem não respondeu aos tratamentos com antidepressivos.


Envie-nos o seu contacto, para podermos ajudar

Indique-nos  todas as informações possíveis para prestarmos o melhor atendimento, o mais personalizável possível.






×